Background: Cardiac and pulmonary diseases are among the leading cause of worldwide
mortality. The coexistence between COPD and CAD reflects a worse prognosis. There is little
evidence on the association of these diseases.
Objective: To evaluate the presence of COPD in ischemic patients by exercise stress
echocardiography (ESE) without suspected pulmonary disease.
Methods: A cross-sectional study of 150 ischemic patients by ESE, from March 2012 to June
2016, with a spirometric evaluation to detect COPD. The volunteers were divided into three
groups according to the ischemic pattern: G1 - composed of ischemic patients, G2 - patients
with fixed ischemia and G3 - patients with fixed and induced ischemia. Evaluating clinical,
echocardiographic and spirometric characteristics,
Results: Group G1 consisted of 89 (59.3%), group G2 of 51 (34.0%) and group G3 of 10
(6.7%) pacients. The frequency of COPD in ischemic patients was 49.3% (CI 95% 41.3-57.3),
71.6% were GOLD I. The group G3 presented more patients with COPD and dyspnea. There
was no difference in the distribution of groups by GOLD. Groups G1 and G2 presented more
men (p=0.002). The former smokers were more frequent in groups G1 and G2, and similar
frequency to smokers in group G3 (p=0.005). Patients with a family history had higher
frequency in the G1 group (64.0%) and those with a previous history of coronary disease were
more frequent in the fixed ischemias.
Conclusions: Ischemic patients presented a high frequency of COPD. The presence of COPD
was uniformly distributed between the ischemic patterns by the ESE. The group with fixed
and induced ischemia presented more severe dyspnea and a higher frequency of patients with
COPD, but without statistical significance.Fundamento: Doenças cardíacas e pulmonares estão entre as principais causas de
mortalidade mundial. A coexistência entre DPOC e DAC reflete um pior prognóstico.
Existem poucas evidências sobre a associação dessas doenças.
Objetivo: Avaliar a presença de DPOC em pacientes isquêmicos pela EEF sem suspeita
anterior da referida doença pulmonar.
Métodos: Estudo transversal em 150 pacientes isquêmicos à EEF, de março de 2012 a junho
de 2016, com avaliação espirométrica para detectar DPOC. Os voluntários foram divididos
em grupos, conforme o padrão isquêmico: G1 – pacientes isquêmicos, G2 – pacientes com
isquemia fixa e G3 – pacientes com isquemia fixa e induzida. Avaliando-se características
clínicas, ecocardiográficas e espirométricas,
Resultados: O grupo G1 composto por 89 (59,3%), grupo G2 por 51 (34,0%) e grupo G3 por
10 (6,7%) pacientes. A frequência de DPOC nos pacientes isquêmicos foi de 49,3% (IC 95%
41,3-57,3), sendo 71,6% GOLD I. O grupo G3 apresentou mais pacientes com DPOC e
dispneia. Não houve diferença na distribuição dos grupos pelo GOLD. Os grupos G2 e G3
apresentaram mais homens (p=0,002). Os ex-tabagistas foram mais frequentes nos grupos G1
e G2, e semelhante aos tabagistas no grupo G3 (p=0,005). Os pacientes com antecedentes
familiares para DAC apresentaram maior frequência no grupo G1 (64,0%) e os com história
prévia de coronariopatia foram mais frequentes nas isquemias fixas.
Conclusões: Os pacientes isquêmicos apresentaram frequência elevada de DPOC,
principalmente GOLD I. A presença de DPOC distribuiu-se de forma uniforme entre os
padrões isquêmicos à EEF. O grupo com isquemia fixa e induzida apresentou dispneia mais
acentuada e maior frequência de pacientes com DPOC, mas sem significância estatística.Aracaj