Desafios da Saúde Pública: neoplasias penianas no Maranhão

Abstract

Introdução: O Maranhão tem a maior incidência de neoplasias penianas no mundo, patologia diagnosticada com maior frequência em homens com baixo nível socioeducacional, com precário hábito higiênico e de países em desenvolvimento. Dessa forma, é indispensável a compreensão dos aspectos epidemiológicos que justifiquem esses dados. Objetivo: identificar os aspectos epidemiológicos, fatores de risco e tratamento das neoplasias penianas em homens do Maranhão. Métodos: Este trabalho é uma revisão sistemática da literatura, desenvolvida de acordo com o PRISMA, na qual 09 artigos foram selecionados, desde que respondessem à questão norteadora, elaborada mediante a estratégia PICO, tendo os seguintes critérios de inclusão: artigos publicados na língua inglesa, entre 2017 e 2022, nas bases de dados PUBMED e BVS. Foram utilizados os caracteres booleanos “AND” e “OR”, tendo por descritores DeCS: neoplasias penianas, política de saúde, procedimentos cirúrgicos urológicos masculinos, saúde do homem. Resultados: constatou-se como fatores de risco: má higienização peniana; fimose; relações sexuais desprotegidas com múltiplos parceiros; infecção por HPV; baixa renda; morar/trabalhar na zona rural; baixa ou nenhuma escolaridade; estar casado ou em união estável; praticar zoofilia. Quanto ao tratamento, a linfadenectomia, a quimioterapia, a radioterapia e a penectomia têm sido as técnicas utilizadas e indicadas de acordo com o grau de acometimento: peniano; e linfonodal, se inguinal ou pélvico. Conclusão: é imprescindível que políticas públicas de saúde sejam executadas a fim de lidar com as questões socioculturais das localidades com grande incidência da neoplasia peniana, atuando assim, de forma efetiva em prol da conscientização e reversão desses indicadores.</jats:p

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