research

Evocação de Ruy Belo na «Terra da Alegria»

Abstract

Ruy Belo was Lecturer of Portuguese at Universidad Complutense de Madrid from 1971 to 1977. In this article, we study the poems he wrote during that period in which we may find allusions to Madrid (the land of joy to which the title alludes and, at the same time, a synecdoche of Spain), to the streets, squares, restaurants, cafés, theatres, the subway – everything associated with love experiences, portrayed in their contradictions and the effect they have, in moments of exultation or depression, on the perceptions of the surrounding environment by the poet. Allusions to Spanish authors in the poems are also taken into account in the article, especially in two long poems that celebrate Garcilaso, in which we can see how familiar the modern Portuguese poet is with the petrarchist code.Ruy Belo foi Leitor de Português na Universidade Complutense de Madrid, entre 1971 e 1977. O artigo ocupase dos poemas de Ruy Belo escritos durante esse período em que se encontram referências a Madrid (a terra da alegria, a que o título alude, e, ao mesmo tempo, sinédoque de Espanha), a múltiplos lugares da cidade, ruas, praças, teatros, restaurantes, cafés, o metro — espaço, de um modo geral, associado a vivências amorosas, dadas nas suas contradições e nos efeitos que elas têm, nos momentos de euforia ou depressão, na percepção da realidade circundante por parte do poeta. Estudam-se igualmente as referências a autores espanhóis, nomeadamente a Garcilaso, celebrado em dois longos poemas em que fica patente o conhecimento íntimo que o poeta português moderno tem do código petrarquista.Ruy Belo foi Leitor de Português na Universidade Complutense de Madrid, entre 1971 e 1977. O artigo ocupase dos poemas de Ruy Belo escritos durante esse período em que se encontram referências a Madrid (a terra da alegria, a que o título alude, e, ao mesmo tempo, sinédoque de Espanha), a múltiplos lugares da cidade, ruas, praças, teatros, restaurantes, cafés, o metro — espaço, de um modo geral, associado a vivências amorosas, dadas nas suas contradições e nos efeitos que elas têm, nos momentos de euforia ou depressão, na percepção da realidade circundante por parte do poeta. Estudam-se igualmente as referências a autores espanhóis, nomeadamente a Garcilaso, celebrado em dois longos poemas em que fica patente o conhecimento íntimo que o poeta português moderno tem do código petrarquista

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