Pode considerar-se hoje a Arquitectura como a primeira das Artes, isto para não
se ir ainda mais longe, considerando-a a Arte Condicionante dos nossos dias, com o
seu alargamento para a chamada Arquitectura Paisagista, com todas as suas
projecções de remodelação de terrenos, de elementos construídos inerentes à
sistematização da paisagem, planos de plantação e implantação, etc. Neste caso,
teríamos de tratar os espaços humanizados como uma unidade, com todas as
construções de levadas, socalcos, pequenas e grandes construções habitacionais,
pequenas e grandes replantações florestais, numa obra grandiosa no seu conjunto e
que poderíamos considerar a obra-prima do trabalho criativo insular, especialmente na
Madeira e em algumas das ilhas das Canárias.Nos primeiros tempos de povoamento, logicamente, a arquitectura não se
encontra ligada à ideia de um mestre-de-obras ou de um arquitecto, de um
responsável pela tarefa de síntese da obra construída, como entendemos hoje, função
que se perde no anonimato dos operários e artífices, quando não na própria família
que constrói a sua habitação. Aliás, a individualização do artista, do criador
intelectual é bastante recente e desenvolve-se ao longo do século XVI, altura em que
começa a haver uma responsabilização verdadeira nesse sentido, com a consequente
responsabilidade da obra e o consequente espírito de paternidade artística, o que não
aconteceu até essa data