Numa altura em que os jovens cabo-verdianos parecem estar desinteressados
da vida política do país, levando alguns políticos a
defender publicamente o voto obrigatório, o rap, quer seja na vertente
pan-africanista quer seja na vertente gangsta, surge como
forma de expressão política por excelência de uma juventude periférica
em busca de afirmação pessoal, social e identitária, numa
sociedade marcadamente partida, em que a politica partidária é
entendida como o principal recurso de ascensão social