A comunicação e uma competência diária dos enfermeiros, sendo um factor
determinante na relação de ajuda nos cuidados de saúde.
Para haver uma boa interacção os enfermeiros precisam conhecer e implementar
no seu quotidiano as estratégias de comunicação terapêutica como forma de entender as
necessidades dos utentes e com isso efectivar este processo como uma actividade
relevante e essencial. Contudo podemos constatar que esta pratica ainda não e
satisfatória no nosso meio e temos verificado diferentes comportamentos face a relação
enfermeiro /utente nas unidades de internamento.
Tomando em consideração o acima referido, o presente estudo procura conhecer
as percepções dos enfermeiros face a comunicação terapêutica; Interacção
enfermeiro/utente nos cuidados de enfermagem ao doente internado e identificar as
barreiras que impedem a efectivação da comunicação terapêutica nos cuidados de
enfermagem.
A recolha de dados para este estudo exploratório de natureza qualitativa,
processou-se através de uma entrevista semiestruturada e incidiu sobre seis enfermeiros
que prestam serviços nas unidades de medicina e cirurgia geral do Hospital Baptista de
Sousa.
A maioria dos entrevistados reconhece a grande importância da comunicação nos
cuidados de enfermagem, mas que não corresponde á prática do dia-a-dia, e apontam
entre outros o factor tempo como uma das principais barreiras.
Os resultados apontam para uma fraca preparação dos enfermeiros na abordagem
do doente não interactivo e em situação de sofrimento profundo