Estudo de Prevalência de Parasitas Intestinais nas crianças dos 2 a 12 anos da Comunidade de Rincão – Santa Catarina.
Authors
Publication date
1 January 2013
Publisher
Universidade Jean Piaget de Cabo Verde
Abstract
Os parasitas intestinais continuam a ser um problema de saúde pública em Cabo Verde, principalmente nas comunidades onde as condições
sócio-económicos e ambientais favorecem o desenvolvimento destes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS/WHO), mais de 2 bilhões de
pessoas são infectados por protozoários intestinais e helmintos no mundo (OMS, 2010). Estima-se que mais de 10% da população mundial esteja
infectada por E. histolytica/ E. dispar, e as amebas não patogénicas mais encontradas em fezes humanas em todo mundo destcam-se Entamoeba
coli, Endolimax nana e Iodamoeba butschilii. Dos helmintos intestinais mais frequentes no mundo destacam-se Ascaris lumbricoides (1 bilhão),
Trichuris trichiura (795 milhões) e Ancylostoma sp. (740 milhões), com maiores taxas de infecção e transmissão na África sub-saariana, América
Latina, China e leste da Ásia (OMS, 2010).
O presente trabalho teve como objectivo, determinar a prevalência das parasitoses intestinais que afectam as crianças dos 2 a 12 anos da comunidade de
Rincão/Santa Catarina, na ilha de Santiago, Cabo Verde e aprovado pelo Comité Nacional de Ética para Pesquisa em Saúde (CNEPS). Os trabalhos de campo
decorreram entre Junho a Outubro de 2011. As amostras foram analisadas na Unidade Sanitária Base de Rincão e no Laboratório análises Clínica do Hospital
Regional Santiago Norte.
De acordo com os resultados obtidos nesse estudo, existe uma alta prevalência de parasitas intestinais nas crianças da comunidade em estudo, havendo
necessidade de expandir estudos do género à outras comunidades do país, apostando na educação sanitária e campanhas de desparasitação. A alta taxa de
anemia encontrada, é um aspecto que deverá ser continuamente estudada, de forma a determinar as causas relacionadas com a alta prevalência de anemia
no país, que segundo a classificação da magnitude da anemia da OMS é grave