PURPOSE: To assess the long-term refractive outcomes of photorefractive keratectomy in myopia and myopic astigmatism. METHODS: A retrospective study of 120 photorefractive keratectomy operated eyes with at least four-year follow-up (maximum of 96 months, mean follow-up 55 months). We divided patients into group 1 (G1) spherical equivalent (SE) up to -4.00 diopters (D) and group 2 (G2) SE >-4.00 D. The Summit Apex Plus® excimer laser was used for ablation. All eyes were analyzed in terms of uncorrected and best spectacle corrected visual acuity (UCVA/BSCVA) and cycloplegic refraction. Data were analyzed using the Refractive Surgery Consultant Elite database software. RESULTS: G1 with 85 eyes (49 patients) presented mean SE -2.42 D and G2 with 35 eyes (22 patients) and mean SE of -4.45 D. Ninety-four percent of eyes in G1 and 82.9% of G2 were within ±1.00 D of emmetropia at 4 years. The UCVA was 20/30 or better in 82.0% of G1 eyes and 77.0% of G2 in the last postoperative follow-up. No patient lost more than one line in G2 compared to 13.0% in G1. Eyes that gained one or more lines after 4-year follow-up were 11.9% G1 and 2.9% in G2, respectively. A statistically significant positive correlation was found between achieved versus attempted refractive correction in both groups (r=0.925, p -4.00 D. O excimer laser Summit Apex Plus® foi usado na ablação. Foram obtidas acuidade visual não corrigida (UCVA) e melhor acuidade visual corrigida (BSCVA) e refração sob cicloplegia. Os dados foram analisados utilizando o programa Refractive Surgery Consultant Elite database®. RESULTADOS: G1 com 85 olhos (49 pacientes) apresentaram SE médio de -2.42 D e o G2 com 35 olhos (22 pacientes) e SE médio de -4,45 D. No G1 94% e 82,9% no G2 estavam entre ±1,00D de emetropia em 4 anos. A acuidade visual não corrigida foi de 20/30, ou melhor, em 82,0% nos olhos de G1 e 77,0% de G2 no último seguimento. Nenhum paciente perdeu mais do que uma linha de visão no G2 comparado com 13,0% em G1. Ganho de linha de visão após 4 anos foi respectivamente 11,9% em G1 e 2,9% em G2. Correlação positiva estatisticamente significante foi encontrada entre correção refrativa programada versus atingida em ambos os grupos (r=0,925, p<0,0005). CONCLUSÃO: Ceratectomia fotorefrativa foi um procedimento cirúrgico seguro e estável para corrigir erros refracionais miópicos, sem mudança significativa no equivalente esférico médio da refração pós-operatória em longo prazo.Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Departamento de OftalmologiaUNIFESP Departamento de OftalmologiaUNIFESP Departamento de Oftalmologia Setor de Cirurgia RefrativaUNIFESP, Depto. de OftalmologiaUNIFESP, Depto. de OftalmologiaUNIFESP, Depto. de Oftalmologia Setor de Cirurgia RefrativaSciEL