Tradicionalmente, na Itália, o problema dos Rom e dos Sinti sempre foi uma questão
local. Igualmente, nos últimos anos, a contenção internacional entre a União Europeia e
a Itália acerca das políticas de discriminação étnica, começaram, frequentemente, a partir de
escolhas tomadas a nível local. Nas políticas urbanas o maior interesse situa-se em torno do
consenso eleitoral e do suporte político. Este artigo desenvolve a ideia de que o modo de ‘obter
consenso’ influencia a escolha dos instrumentos e objectivos políticos. Observando os casos de
Milão e Roma, sublinha-se um tipo de modalidade demagógica em vista a construir consenso,
e as suas consequências para os grupos Rom e Sinti e, mais objectivamente, para a coesão
social. Então, analisando dez cidades médias italianas, encontram-se traços de um processo de
construção de consenso mais incrementado. Especialmente, sublinharemos a relevância de (1)
três diferentes tipos de mediação e (2) de envolvimento dos beneficiários Rom no planeamento
de instrumentos políticos para a regulação das suas vidas. O artigo conclui acerca da relevância
estratégica de se pluralizar a variedade de instrumentos políticos, não utilizando para os Rom
apenas um tipo de específico de instrumento político etnicamente dirigido