O desenvolvimento profissional converteu-se numa atividade que inclui muito mais do que um só professor agindo como um indivíduo, é um assunto de grupo de professores,
freqüentemente trabalhando com especialistas, supervisores, administradores, orientadores, pais e muitas outras pessoas ligadas à instituição.
A cultura relaciona-se às pessoas inseridas no contexto organizacional de uma determinada instituição, e caracteriza-se pela forma como as concepções, crenças e valores, preconceitos e os comportamentos são operacionalizados nos processos micro-políticos da vida
da escola. Hargreaves (1992, 1994) tem desenvolvido diversos estudos sobre as diferentes formas da cultura escolar e suas diferentes implicações no desenvolvimento profissional dos professores destas instituições e as definem em individualismo, balcanização, colegialidade artificial e
colaborativa. Esse autor afirma que um dos paradigmas mais prometedores que surgiram na idade pós-moderna é o da colaboração, enquanto princípio articulador e integrador da ação, do planejamento, da cultura, do desenvolvimento, da organização e da investigação (Hargreaves, 1994).
No entanto, não podemos considerar que a colaboração seja simples de concretizar.
Portanto,é necessário compreendermos melhor as potencialidades e limitações de desenvolvimento de um trabalho colaborativo em uma instituição que tem como cultura escolar o individualismo. É neste cenário que se desenvolveu esse estudo que tem como objetivo compreender as possibilidades de constituir um grupo colaborativo, a partir de um grupo de trabalho coletivo, constituído por formadores de professores que ministram a disciplina de Cálculo Diferencial e Integral, numa instituição que tem como cultura escolar o individualismo