Através de pesquisa realizada em dissertações e teses, revistas, anais de congressos, documentos oficiais e livros de Educação Matemática, dois aspectos foram constatados: faltam especificações no emprego do termo matemática; aparecem diversos modos de adjetivações da matemática como: matemática escolar, matemática da rua, matemática acadêmica, matemática popular, matemática do cotidiano, etc.
Diante disso, o objetivo central deste estudo é, a partir de uma interpretação filosófica que faço das adjetivações no âmbito da Educação Matemática, entender as matemáticas como práticas sociais. O ponto de vista que sustenta nossa investigação, sobre o qual iremos argumentar se ancora ao que se costuma denominar filosofia pós-crítica, marcada pela guinada lingüística, freqüentemente associada ao segundo Wittgenstein, e afirma o seguinte: os significados em geral, os da matemática em particular, não estão prévia e definitivamente determinados, mas encontram-se nos diferentes usos que fazemos dos conceitos, ou seja, dependem dos Jogos de Linguagem de que participam. Assim, as adjetivações representam diferentes usos, em contextos e situações especificas determinadas pela força normativa das formulações de cada grupo