Canine phimosis in its congenital form is a rare condition, characterized by the inability to expose the
penis outside the preputial cavity, resulting from a narrow or even non-existent preputial opening.
Because it is a rare pathology that lacks further studies and publications, this monograph aimed to carry
out a bibliographical survey on the main aspects of the disease including its predisposition, clinical
signs, diagnostic methods and forms of treatment, in order to contribute with literature. The
methodology carried out was based on information and data from scientific articles published in
journals, annals, theses, dissertations and monographs, as well as in books in the area. Some safe and
reliable digital platforms such as Google Scholar, Periódicos Capes, Scopus and SciELO were used as
a means of research, as well as the Virtual Library of the Integrated System of Management of Academic
Activities of the Federal University of Paraíba. Phimosis is a disorder that can be congenital, resulting
from an abnormal development of the prepuce, or acquired, from lacerations, cicatricial, inflammatory
and neoplastic processes. It is a disease without racial predisposition, however the congenital form has
been described in dogs of the Labrador, German Shepherd, Bouvierdes Flanders, Golden retriever and
crossbreeds, suggesting that this condition may be hereditary. The clinical signs of phimosis depend on
its etiology and the diameter of the preputial opening, with balanoposthitis being the most common
complication. The diagnosis is essentially clinical, based on findings obtained during the anamnesis and
physical examination, but imaging or laboratory tests may be useful in the suspicion of neoplasia or
secondary affections of the genitourinary tract. The differential diagnosis includes penile hypoplasia,
hermaphroditism and persistent frenulum. Phimosis can be treated clinically, when caused by
inflammatory or infectious processes, or surgically, which is the treatment of choice in congenital cases.
The main surgical techniques used in the literature are circumferential posthioplasty and wedge-shaped
posthioplasty, however, this review presents two more techniques, circumferential posthioplasty with a
biopsy punch and modified posthioplasty, which also proved to be effective, reducing complications.
observed in the two main techniques. Thus, it is concluded that canine phimosis can cause serious
complications if it is not treated early. Therefore, the veterinarian needs to be prepared and qualified to
properly diagnose and treat the problem, especially with regard to the surgical procedure, which,
although simple, has some peculiarities that must be seen with caution.A fimose canina em sua forma congênita é uma condição rara, caracterizada pela incapacidade de expor
o pênis para fora da cavidade prepucial, sendo resultado de uma abertura prepucial estreita ou até mesmo
inexistente. Por se tratar de uma patologia rara que carece de estudos e publicações mais aprofundados,
esta monografia teve como objetivo realizar um levantamento bibliográfico sobre os principais aspectos
da doença incluindo sua predisposição, sinais clínicos, métodos de diagnóstico e formas de tratamento,
afim de contribuir com a literatura. A metodologia realizada foi embasada em informações e dados
oriundos de artigos científicos publicados em revistas, anais, teses, dissertações e monografias, bem
como em livros da área. Foram utilizados como meio de pesquisa algumas plataformas digitais seguras
e fidedignas como Google Acadêmico, Periódicos Capes, Scopus e SciELO, assim como a própria
Biblioteca virtual do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas da Universidade Federal
da Paraíba. A fimose é um distúrbio que pode ter origem congênita, resultado de um desenvolvimento
anormal do prepúcio, ou adquirida, a partir de lacerações, processos cicatriciais, inflamatórios e
neoplásicos. É uma enfermidade sem predisposição racial, porém a forma congênita tem sido descrita
em cães das raças Labrador, Pastor Alemão, Bouvierdes Flandres, Goldenretriever e cruzamentos,
sugerindo que esta condição possa ser hereditária. Os sinais clínicos da fimose dependem da sua
etiologia e do diâmetro da abertura prepucial, sendo a balanopostite a complicação mais comum. O
diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em achados obtidos durante a anamnese e exame físico,
porém exames de imagem ou laboratoriais podem ser úteis na suspeita de neoplasia ou afecções
secundárias ao trato genitourinário. O diagnóstico diferencial inclui hipoplasia peniana,
hermafroditismo e persistência do frênulo. A fimose pode ser tratada de maneira clínica, quando causada
por processos inflamatórios ou infecciosos, ou de maneira cirúrgica, que é o tratamento de eleição em
casos congênitos. As principais técnicas cirúrgicas empregadas na literatura são a postioplastia
circunferencial e a postioplastia em forma de cunha, porém, esta revisão apresenta mais duas técnicas,
a postioplastia circunferencial com um punch de biópsia e a postioplastia modificada, que também se
mostraram eficazes, reduzindo as complicações cirúrgicas observadas nas duas principais técnicas.
Assim, conclui-se que a fimose canina pode ocasionar complicações sérias caso não seja tratada
precocemente. Portanto, o médico veterinário precisa estar preparado e qualificado para diagnosticar e
tratar o problema de maneira adequada, principalmente no que diz respeito ao procedimento cirúrgico
que, apesar de simples, apresenta algumas particularidades que devem ser vistas com cautela