Introduction: Surgical clipping and endovascular embolization are known to be two
currently accepted treatment strategies for brain aneurysms. Several studies comparing
the two techniques have been published in the last decades. However, even today, there
is a broad debate in the literature about which is the best method for treating intracranial
aneurysms. Objective: To evaluate the difference in mortality between patients with
subarachnoid hemorrhage submitted to embolization and neurosurgical clipping of
ruptured brain aneurysms. Method: Observational, longitudinal, prospective, descriptiveanalytical study was conducted in a tertiary neurosurgery referral hospital from June to
December 2021. Patients with clinical and radiological diagnosis of subarachnoid
hemorrhage who underwent neurosurgical clipping or aneurysm embolization were
included. Patients were followed up during hospitalization and anatomical details of the
aneurysm were collected by angiography or angiotomography. The initial clinical picture
of the patient was evaluated by the same researchers, who were trained for this, according
to the Hunt-Hess and modified Rankin scales, and the presence of risk factors for the
development of aneurysms was investigated. In addition, the postoperative clinical
evolution, the presence of late ischemia or shunt-dependent hydrocephalus, the length of
hospital stay and the Rankin scale at the time of discharge were collected. Comparison
between both methods occurred after pairing the patients according to age and Hunt-Hess
at admission. Results: 68 patients were placed in each group and several parameters
were compared, such as patient age, Hunt-Hess at patient entry, aneurysm size,
aneurysm neck, time between ictus and surgical or endovascular treatment and the
number of deaths. After pairing, it was observed that patients who underwent embolization
had a higher short-term mortality than patients who underwent clipping (8.8% deaths in
the microsurgery group versus 30.8% in the endovascular group - p = 0.001).
Conclusion: We consider that neurosurgical clipping provides better results in terms of
morbidity and mortality; endovascular treatment is the best technique for patients without
operative conditions.Introdução: A clipagem cirúrgica e a embolização endovascular são conhecidamente
duas estratégias de tratamento atualmente aceitas para os aneurismas cerebrais. Vários
estudos comparando as duas técnicas foram levantados nas últimas décadas. Contudo,
ainda hoje, existe um amplo debate na literatura a respeito do que seria o melhor método
para tratamento dos aneurismas intracraniano. Objetivo: Avaliar a diferença de
mortalidade entre os pacientes portadores de hemorragia subaracnóidea submetidos à
embolização e clipagem neurocirúrgica de aneurismas cerebrais rotos. Método: Foi
realizado estudo observacional, longitudinal, prospectivo e descritivo-analítico em
hospital terciário de referência em Neurocirurgia de junho a dezembro de 2021, sendo
incluídos pacientes com diagnóstico clínico e radiológico de hemorragia subaracnóidea,
submetidos à clipagem neurocirúrgica ou à embolização do aneurisma. Os pacientes
foram acompanhados durante a internação hospitalar e os detalhes anatômicos do
aneurisma foram coletados por angiografia ou angiotomografia. O quadro clínico inicial
do paciente foi avaliado, pelos mesmos pesquisadores, sendo eles treinados para isso,
conforme as escalas de Hunt-Hess e Rankin modificada, além de investigada a presença
de fatores de risco para o desenvolvimento dos aneurismas. Ademais, foram coletadas a
evolução clínica pós-operatória, a presença de isquemia tardia ou hidrocefalia shuntdependente, o tempo de internamento e a escala de Rankin no momento da alta. A
comparação entre ambos os métodos ocorreu após o pareamento dos pacientes de
acordo com a idade e o Hunt-Hess de entrada. Resultados: Foram colocados 68
pacientes em cada grupo e comparados diversos parâmetros, como idade do paciente,
Hunt-Hess de entrada do paciente, tamanho do aneurisma, colo do aneurisma, tempo
entre ictus e o tratamento cirúrgico ou endovascular e o número de óbitos. Após o
pareamento, observou-se que os pacientes submetidos à embolização tiveram uma
mortalidade a curto prazo mais alta do que os pacientes submetidos à clipagem (8,8% de
óbitos no grupo de microcirurgia, contra 30,8%, no grupo endovascular – p = 0,001).
Conclusão: Consideramos que a clipagem neurocirúrgica fornece melhores resultados
em termos de morbidade e mortalidade; o tratamento endovascular é a melhor técnica
para pacientes sem condições operatórias