Secondary hyperparathyroidism is a common complication in patients with
chronic kidney disease on hemodialysis. Although the phyosiopathology is still not
completely elucidated, the clinical presentation is well known and despite therapeutic
advances, a cure through clinical management is still not a reality. Given the lack of
prospects for a cure through clinical management, the quality of life of these patients
should be prioritized. This study aims to objectively analyze the quality of life of
patients on hemodialysis with secondary hyperparathyroidism caused by chronic
kidney disease, in comparison to their parathyroid hormone levels. The chosen
methodology is a observational, cross-sectional, non-controlled study, with statistical
analysis using the Short Form 36 Health Survey Questionnaire and the parathormon
levels suggested by the Kidney Disease Outcomes Quality Index guideline. The
results showed statistical significance in three out of ten parameters measured by the
questionnaire, those being functional capacity, pain and physicial component. Mental
health related items did not obtain statistical significance, but did show a favorable
tendency towards the group with proper control of parathormon. These results
regarding the physicial aspects were expected, as they are similar to the results of
studies regarding surgical intervention through parathyroidectomy. But the results of
the mental health related items were not expected. It is possible that the
SARS-CoV-2 pandemic may have played an important role as a confounding
variable, as there is vast documentation of its negative impact on the mental health
throughout the world. These findings provide important information to the clinical
manegement of patients with hyperpathyroidism secondary to chronic kidney
diasease requiring hemodialysis.O hiperparatireoidismo é uma complicação muito comum nos pacientes em
hemodiálise por doença renal crônica. Apesar da sua evolução fisiopatológica não
ser completamente elucidada, o quadro clínico já é bem conhecido e estudado, mas
a despeito dos avanços terapêuticos, a cura por meio do tratamento clínico ainda
não é uma realidade. A qualidade de vida dos pacientes acometidos por esta
moléstia ainda é negligenciada e, em se tratando de uma doença crônica de
evolução progressiva sem perspectiva de cura com tratamento clínico, esta deveria
ser uma questão prioritária. Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise
objetiva da qualidade de vida dos pacientes com hiperparatireoidismo secundário à
doença renal crônica em terapia de hemodiálise em relação aos níveis de
paratormônio. A metodologia adotada foi de um estudo observacional, transversal,
não controlado, com uso de análise estatística a partir do questionário de qualidade
de vida Short Form 36 Health Survey Questionnaire e dos parâmetros laboratoriais
de paratormônio sugeridos pelo guideline Kidney Disease Outcomes Quality Index.
Os resultados demonstraram significância estatística em três dos dez parâmetros
avaliados pelo questionário aplicado, sendo eles a capacidade funcional,
componente físico e dor. Estes resultados eram esperados quando comparados aos
trabalhos com objeto de estudo semelhante referentes à intervenção cirúrgica com
paratireoidectomia. As variáveis relacionadas ao aspecto mental apresentaram
tendência favorável ao grupo com controle de PTH abaixo do limite máximo sugerido
pelo KDOQI, porém, de forma contraintuitiva, não apresentaram significância
estatística. A pandemia do SARS-CoV-2 pode ter desempenhado um papel
importante como variável de confundimento, tendo em vista o amplo impacto
negativo em fatores de saúde mental da população em todo o mundo. Estes
achados fornecem informações importantes para o manejo clínico do
hiperparatireoidismo secundário em pacientes com doença renal crônica em
hemodiálise para obtenção de melhores resultados no que tange a qualidade de
vida