Fungal ulcerative keratitis or ulcerative keratomycosis consists of the loss of the corneal
epithelium, together with greater or lesser stromal exposure and the presence of a mycotic
agent, which can be primary or secondary to trauma to the cornea. Some of the clinical signs
expressed are caused by intense pain, such as epiphora, miosis, blepharospasm and
photophobia. Other clinical signs are ocular discharge, corneal edema and neovascularization,
as well as ulceration with or without stromal liquefaction, fungal plaques and stromal abscess.
Diagnosis is based on a complete ophthalmological examination, including the use of the
fluorescein test, cytology, culture or PCR from a corneal smear, or histological examination of
the cornea. Appropriate and early treatment is directly related to a better prognosis. The
premise of treatment is to eliminate the agent causing the lesion, control pain and provide
corneal healing. The aim of this study is to report the clinical case of a horse treated at the
Veterinary Hospital of the Federal University of Paraíba, diagnosed by means of corneal
cytology and fungal culture with ulcerative keratomycosis caused by Aspergillus spp. and
whose drug therapy included the use of homemade ketoconazole eye drops and ozonized
sunflower oil. It also aims to provide a review of the literature on this clinical condition.A ceratite ulcerativa fúngica ou ceratomicose ulcerativa consiste na perda do epitélio
corneano, juntamente à maior ou menor exposição estromal com a presença de um agente
micótico, que pode ser primário ou secundário a algum trauma na córnea. Alguns dos sinais
clínicos expressos são provocados pela intensa dor, como a epífora, a miose, o blefarospasmo
e a fotofobia. Outros sinais clínicos são secreção ocular, edema e neovascularização
corneanos, bem como ulceração com ou sem liquefação estromal, placas fúngicas e abcesso
estromal. O diagnóstico baseia-se em um exame oftalmológico completo, incluindo o uso do
teste de fluoresceína, da citologia, do cultivo ou do PCR, a partir de um esfregaço corneano,
ou, ainda, do exame histológico de córnea. O tratamento adequado e precoce está
diretamente relacionado ao melhor prognóstico. O tratamento tem como premissa eliminar o
agente causador da lesão, controlar a dor e proporcionar a cicatrização corneana. O trabalho
objetiva relatar o caso clínico de um equino, atendido no Hospital Veterinário da Universidade
Federal da Paraíba, diagnosticado por meio de citologia corneana e cultura fúngica, com
ceratomicose ulcerativa por Aspergillus spp., tendo como parte da terapia medicamentosa o
uso do colírio de cetoconazol, feito de forma artesanal, e do óleo de girassol ozonizado. Além
disso, tem o intuito de explanar uma revisão de literatura a respeito da condição clínica