Due to their structural complexity, relative clauses have often been an object of study
in psycholinguistics. Traditionally, subject relative clauses have been deemed easier
to process than object relative clauses. This difference was supposedly due to the
greater syntactic complexity of the latter. However, when the animacy in such
structures is controlled, differences in processing cost between both types of relative
clause disappear or are attenuated, which brings into question the idea that only
syntactic factors are accessible to the parser during the initial stages of language
processing. It is still not clear whether these results hold true in the case of second
language processing. We decided to investigate if animacy interferes in the processing
of English relative clauses by non-native speakers, in this case Brazilians who speak
Portuguese as their mother tongue and English as their second language. Furthermore,
we explored whether these participants’ English proficiency level would have any
effect on the processing of relative clauses. With this goal in mind, we used a
self-paced reading experiment with 32 Portuguese (L1)/English (L2) bilinguals,
equally divided into two groups according to their proficiency level in the L2
(intermediate or advanced). The stimuli that we used were subject and object relative
clauses, with either animate or inanimate referents, which generated four experimental
conditions. The results that we obtained were compared with our corpus of English
relative clauses. We observed the disappearance of the processing asymmetry
between subject and object relative clauses in the case of highly proficient speakers,
as well as a clear correlation between the sentence types most easily processed by this
group and the most common types of relative clauses in our corpus. Different data
were gathered from the intermediate-level participants, which could suggest
non-syntactic factors are not as readily available to them during the processing of
their L2.NenhumaDevido a sua complexidade estrutural, orações relativas têm sido um frequente objeto
de interesse de psicolinguistas. Tradicionalmente, orações relativas de sujeito são
apontadas como mais fáceis de processar que orações relativas de objeto. Essa
diferença se explicaria por meio da maior complexidade sintática das últimas frente às
primeiras. No entanto, quando se controla a animacidade do referente dessas
estruturas, diferenças de custo de processamento entre os dois tipos de oração relativa
desaparecem ou são atenuadas, o que põe em dúvida a ideia de que apenas fatores
sintáticos estão acessíveis ao parser durante os momentos iniciais do processamento
linguístico. Ainda não está claro se esses resultados são igualmente válidos no caso de
processamento de segunda língua. Decidimos investigar se a animacidade do referente
interfere no processamento de orações relativas em inglês por falantes não nativos,
neste caso brasileiros que têm o português como idioma materno e o inglês como
segunda língua. Além disso, buscamos descobrir se o nível de proficiência desses
sujeitos teria efeito sobre o processamento dessas estruturas. Para tanto, utilizamos o
método de leitura automonitorada com 32 bilíngues português (L1)/inglês (L2),
divididos igualmente em dois grupos de acordo com o nível de proficiência na L2
(intermediário ou avançado). Os estímulos utilizados foram orações relativas de
sujeito e objeto, com referente animado e inanimado, o que gerou quatro condições
experimentais. Os resultados obtidos foram comparados com o corpus de orações
relativas em língua inglesa que criamos. Observamos o desaparecimento da assimetria
de processamento entre orações relativas de sujeito e objeto no caso dos falantes de
nível avançado, bem como uma relação estreita entre as condições mais facilmente
processadas por esse grupo e os tipos de oração relativa mais comuns no nosso corpus.
Dados diferentes foram obtidos com os sujeitos de nível intermediário, o que sugeriria
uma menor acessibilidade de fatores não sintáticos no processamento de L2 para esses
falantes