The present study aimed to analyze the knowledge of Brazilians about the use of marijuana
(Cannabis sativa) for medicinal purposes in veterinary medicine. To this end, questionnaires
structured using the Google Forms platform were applied, distributed in all Brazilian states.
The data obtained were presented in percentages, in order to offer the reader an overview of
the information found. The survey obtained 2,125 questionnaires answered. The majority of
participants were made up of Cis women, 62%; aged between 18 and 25 years, 51%; monthly
income up to R 1,254.00,46oftheuseofmarijuanaasatherapeuticresourcethroughouthistory:73.1knowledgeisold,while26.9inanimals:97.6Regardingtheusetoimprovetheproductivepotentialoffarmanimals:54.945.1resourceforanimalsinBrazil:24.1didnotknowhowtoanswer.Askedifcannabinoidsareproducedbytheanimals′organisms,18.2cannabidiolandtetrahydrocannabinolaretheonlycomponentsofthemarijuanaextract:52.6therapeuticvalueofmarijuanaconstituents:39.9tetrahydrocannabifiolhavetherapeuticvalue;31thatonlytetrahydrocannabinol,24.20.3thisuse:70.2syntheticcannabinoidsandphytocannabinoids,85.8phytocannabinoidsaresafer,while14.8Regardingtheingestionofhighdoses,theycantriggersevereand/orfatalconditions,74.1answeredyesand25.9regardingtheregularizationofthemedicaluseofmarijuana−andiftheseProjectsincludeuseinanimals,70.219.2Whenaskedaboutaccesstoscientificpublicationsonthesubject,57.4accesstothiscontentand43.6Brazil,scientificresearchontheuseofmarijuanaappliedtoVeterinaryMedicine,73.9unawareofsuchresearch,against26.1research.Thecollectionofinformationonthissubjectisoffundamentalimportanceforthecreationofstrategiesforthedisseminationofinformationregardingthemedicinaluseofmarijuana,whichwouldopenupmythsandprejudicesonthesubject.Opresenteestudoobjetivouanalisaroconhecimentodebrasileirosacercadautilizac\ca~odamaconha(Cannabissativa)parafinsmedicinaisnamedicinaveterinaˊria.Paratal,foramaplicadosquestionaˊriosestruturadospormeiodaplataformaGoogleForms,distribuıˊdosemtodososestadosbrasileiros.Osdadosobtidosforamapresentadosempercentagens,afimdeofereceraoleitorumpanoramadasinformac\co~esencontradas.Apesquisaobteve2.125questionaˊriosrespondidos.AmaioriadosparticipantesfoiconstituıˊdapormulheresCis,62comidadeentre18e25anos,511.254,00, 46%; e ensino superior
incompleto, 45%. Sobre o conhecimento da utilização da maconha como recurso terapêutico
ao longo da história: 73,1% responderam que o conhecimento é antigo, ao passo que 26,9%
afirmaram que esse interesse é atual. Sobre o uso para tratar doenças em animais: 97,6%
disseram que essa utilização é possível, e 2,4% responderam que não. Sobre a utilização para
aprimorar o potencial produtivo de animais de fazenda: 54,9% afirmaram que sim e 45,1%
responderam negativamente. Foi indagado se os extratos de maconha são utilizados como
recurso terapêutico para os animais no Brasil: 24,1% responderam que sim, 12,1%
responderam negativamente, enquanto 63,8%, não soube responder. Perguntado se
canabinóides são produzidos pelo organismo dos animais, 18,2% afirmaram que sim, 14,7%
disseram que não e 67,1% afirmaram desconhecer. Indagados se o canabidiol e o
tetrahidrocanabinol são os únicos componentes do extrato de maconha: 52,6% responderam
não, 41,7% disseram não saber e 5,6% responderam sim. Sobre o valor terapêutico dos
constituintes da maconha: 39,9% afirmaram que tanto canabidiol quanto o
tetrahidrocanabidiol possuem valor terapêutico; 31% afirmaram que apenas canabidiol e 4,6%
afirmaram que apenas tetrahidrocanabinol, 24,2% afirmaram desconhecer essa informação e
apenas 0,3% afirmou que nenhum dos constituintes da maconha possui tal valor. Sobre a
segurança dessa utilização: 70,2% afirmaram que fitocanabinoides são seguros e 29%
disseram que não. Entre canabinoides sintéticos e fitocanabinoides, 85,8% dos participantes
assinalaram que fitocanabinoides são mais seguros, ao passo que 14,8% afirmaram que
produtos sintéticos é que o são. Sobre a ingestão de altas doses poderem desencadear quadros
graves e/ou fatais, 74,1% responderam que sim e 25,9%, não. Perguntados sobre se, no Brasil,
existem projetos legais em trâmite sobre a regularização do uso medicinal da maconha – e se
esses projetos contemplam o uso em animais, 70,2% dos participantes, desconhecem
propostas legislativas voltadas à essa questão; 19,2% das pessoas afirmaram que sim e 10,6%
responderam que essas leis não contemplam o médico veterinário. Perguntando-se sobre o
acesso a publicações científicas sobre o tema, 57,4% afirmam que nunca tiveram acesso a
esse conteúdo e 43,6% responderam que sim. Por fim, indagados se existem, no Brasil,
pesquisas científicas sobre o uso da maconha aplicada à Medicina Veterinária, 73,9%
desconhecem tais pesquisas, contra 26,1% dos participantes que conhecem a existência dessas
pesquisas. A coleta de informações sobre este assunto é de fundamental importância para a
criação de estratégias de divulgação de informações a respeito do uso medicinal da maconha,
o que ensejaria descontruir mitos e preconceitos sobre o tema