Diplomacias do sirindango: co-produção de conhecimentos, corpos e afetos na colaboração interdisciplinar

Abstract

How can knowledge be produced within a framework of ontological and disciplinary differences shaped by structural inequalities? This article explores the tensions and negotiations in the collaborative work between Inga artisans from the Iuiai Wasi association (House of Thought), chemical engineering, and anthropology in the development of a technological proposal centred on sirindango (Renealmia alpinia). Through relational ontology and the porosity of senses and bodies, we examine the epistemic and material frictions that emerge in this process. Writing, technical experimentation, and embodied memory become spaces of contestation and translation of knowledge, revealing both the possibilities and the asymmetries of this encounter. Amidst the ruins, these interactions open up the possibility of imagining and constructing other worlds, where cooperation between diverse forms of knowledge is not merely a methodological concern.¿Cómo producir conocimiento en un marco de diferencias ontológicas y disciplinares atravesadas por desigualdades estructurales? Este artículo explora las tensiones y negociaciones en el trabajo colaborativo entre artesanas inga de la asociación Iuiai Wasi (Casa de Pensamiento), la ingeniería química y la antropología, al desarrollar una propuesta tecnológica en torno al sirindango (Renealmia Alpinia). A través de la ontología relacional y la porosidad de los sentidos y corporalidades, exploramos las fricciones epistémicas y materiales que emergen en este proceso. La escritura, la experimentación técnica y la memoria corporal se convierten en territorios de disputa y traducción de saberes, revelando tanto las posibilidades como las asimetrías de este encuentro. En medio de las ruinas, estas interacciones abren la posibilidad de imaginar y construir otros mundos, donde la cooperación entre conocimientos diversos no solo sea un ejercicio metodológico, sino también una práctica política y ontológica.Como produzir conhecimento dentro de um quadro de diferenças ontológicas e disciplinares moldadas por desigualdades estruturais? Este artigo explora as tensões e negociações no trabalho colaborativo entre artesãos inga da associação Iuiai Wasi (Casa do Pensamento), engenharia química e antropologia no desenvolvimento de uma proposta tecnológica em torno do sirindango (Renealmia Alpinia). Por meio da ontologia relacional e da porosidade dos sentidos e dos corpos, examinamos as fricções epistêmicas e materiais que emergem nesse processo. A escrita, a experimentação técnica e a memória corporificada tornam-se espaços de disputa e tradução do conhecimento, revelando tanto as possibilidades quanto as assimetrias desse encontro. Em meio às ruínas, essas interações abrem a possibilidade de imaginar e construir outros mundos, onde a cooperação entre diferentes formas de conhecimento não é apenas uma questão metodológica

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