Os portos são objeto recente de atenção da política ambiental brasileira. Por
seu papel indutor de transformações territoriais em ampla escala, as atividades portuárias têm dado origem a inúmeros conflitos ambientais. As dificuldades
das decisões de licenciamento ambiental refletem a incorporação tardia
da gestão ambiental pelo setor e limitações das agências de meio ambiente,
com destaque para a desarticulação entre planejamento e controles
ambientais. A agenda ambiental portuária surge como iniciativa voltada a
promover planos de gestão pactuados entre os atores locais