Este trabalho promove uma breve discussão sobre o atrito no
movimento de rolamento sem escorregamento, tendo em vista os
resultados obtidos num estudo exploratório com professores do Ensino
Fundamental e Médio. Este estudo mostrou que a maioria da
população envolvida, quando confrontada com situações físicas onde
sólidos supostamente indeformáveis rolam sem escorregar, tende a
considerar a existência de um atrito cinético, ou de um atrito de
rolamento, ou até mesmo de um atrito desprezível entre as superfícies
em contato, e somente uma minoria considera que o atrito é estático.
Constatou-se, ainda, uma tendência dos professores em relacionar o
tipo de atrito considerado com a magnitude das áreas de contato dos
sólidos. O conjunto dos resultados encontrados indica a necessidade de
uma atenção redobrada, por parte dos professores de Física, quanto ao
ensino do fenômeno do atrito e seus desdobramentos nos diversos tipos
de movimento, especialmente aqueles que lecionam para os cursos de
licenciatura ou trabalham com a formação e atualização de
professores