Introdução: A acalasia é um distúrbio no esfíncter inferior do esôfago (EIE) que é acarretado devido a ausência de peristalse. As manifestações clínicas mais comuns são disfagia gradual, plenitude no peito e azia. Ela pode ser classificada, através da manometria esofágica, em tipo I, II e III. O tratamento dessa condição visa reduzir a pressão de repouso do EIE. Várias medidas podem ser utilizadas, como aplicação de toxina botulínica, dilatação pneumática e o tratamento cirúrgico, como a miotomia. Objetivo: Analisar as indicações do tratamento cirúrgico para a acalasia. Método: Trata-se de uma revisão integrativa dos últimos 5 anos, do período de 2019 a 2024, utilizando a base de dados da Literatura Latino–Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medline. Os descritores utilizados foram "miotomia" "acalasia" "manejo". Foram encontrados 41 artigos, sendo eles submetidos aos critérios de seleção. Os critérios de inclusão foram artigos disponibilizados na íntegra e que se relacionavam à proposta estudada. Os critérios de exclusão foram relatos de casos, artigos disponibilizados na forma de resumo e que não se relacionam à temática. Resultados e Discussão: O tratamento farmacológico, normalmente, apresenta eficácia insatisfatória. O tratamento endoscópico com aplicação de injeção local endoscópica tem taxas altas de sucesso, porém seu efeito é apenas nos primeiros meses. O tratamento cirúrgico com a miotomia endoscópica peroral e miotomia laparoscópica de Heller apresentam alta eficácia e segurança, sendo considerado tratamento de primeira linha para essa doença. Esses procedimentos apresentam melhor benefício terapêutico na acalasia tipo II e III. Apresentam efeitos na melhora dos sintomas e redução da morbimortalidade. Nos casos da realização desse procedimento e recorrência dos sintomas com complicações se pode utilizar a esofagectomia. Conclusão: Nessa perspectiva, evidencia-se a importância do tratamento cirúrgico desta doença, sendo indicada, principalmente, nos do tipo II e III