A luxação traumática do ombro, particularmente a luxação anterior, é uma das lesões ortopédicas mais frequentes atendidas em ambientes de emergência. Devido à alta mobilidade e instabilidade intrínseca da articulação glenoumeral, este tipo de luxação exige um manejo eficiente para restaurar a congruência articular, aliviar a dor e prevenir complicações, como lesões neurovasculares, fraturas associadas e instabilidade crônica. Este artigo de revisão discute detalhadamente as principais estratégias de redução da luxação anterior do ombro, destacando as vantagens e limitações de técnicas amplamente utilizadas, como as manobras de Stimson, Kocher, Hipócrates, Milch e Spaso. Também são abordadas as diferentes abordagens de sedação e analgesia, cruciais para a eficácia do procedimento, garantindo o conforto do paciente e facilitando a redução. A revisão enfatiza a importância de uma avaliação clínica e anatômica detalhada antes e após a redução, com foco na prevenção de complicações, como lesões do nervo axilar, lesões vasculares e recorrências de luxação. O manejo ideal, embasado em evidências científicas, requer uma abordagem multidisciplinar e individualizada, considerando as condições clínicas do paciente e os recursos disponíveis no ambiente emergencial. Ao integrar técnicas de redução precisas, monitorização adequada e estratégias de analgesia e sedação seguras, é possível otimizar os resultados clínicos e minimizar a ocorrência de complicações a longo prazo