O presente texto apresenta uma reflexão acerca da construção de um lugar para o negro na história nacional vigente na proposta de uma educação para as relações étnico-raciais, a partir de escritos do Movimento Negro. Para tanto, tomamos como objeto de discussão o conceito cunhado pelo grupo [educação para o negro] e analisamos as visões construídas sobre Zumbi dos Palmares na criação do sítio arqueológico em homenagem a este personagem e o imaginário projetado sobre a figura de Luis Gama. No exercício interpretativo de nossas fontes (O Negro Revoltado e o Primeiro Congresso do Negro nas Américas), percebemos que as intenções do movimento em questão eram por meio da memória desses agentes usarem essa educação para as relações étnico-raciais no processo que envolve a construção da própria identidade negra