Cases of climate litigation have been gaining visibility in the pursuit of a global low-carbon economy and reveal issues of significant impact, such as the survival of future generations of the human species and the conditions of the planet itself. On the other hand, capital markets regulation has been seen as a potential mechanism to generate information about companies’ initiatives to deal with the effects of climate change and to mitigate such consequences. Through the methodology of a single case study, this article analyzes the first action of this nature brought before the American judiciary, known as the ExxonMobil case. The aim of the article is to extract lessons, considering the Brazilian reality, which contextualize and indicate sensitive points of capital markets regulation and litigation initiatives to achieve climate goals. From the analysis of the case, three lessons are suggested. The first is the existence of space to question the accuracy of information on climate issues disclosed by companies. The second is that institutional design and probative issues are matters that are significant in the effectiveness of climate litigation. Finally, the third lesson relates to the indication of the limits of capital markets regulation on information disclosure, as a mechanism to question companies’ actions in the face of climate change.Casos de litigância climática vêm ganhando visibilidade na busca de uma economia global de baixo carbono e revelam que estão em jogo questões de grande impacto, tais como a sobrevivência das futuras gerações da espécie humana e as condições do próprio planeta. Por outro lado, a regulação do mercado de capitais tem sido vista como potencial mecanismo para gerar informações sobre as iniciativas das companhias para lidar com os efeitos das mudanças climáticas e para conter tais consequências. Por meio da metodologia de estudo de caso único, o artigo analisa a primeira ação dessa natureza levada ao Poder Judiciário norte-americano, conhecida como o caso ExxonMobil. O objetivo do artigo é extrair lições, à luz da realidade brasileira, que contextualizam e indicam pontos sensíveis da regulação do mercado de capitais e de iniciativas de litigância para atingir metas climáticas. Da análise do caso sugerem-se três lições. A primeira está na existência de espaço para se questionar a veracidade das informações sobre questões climáticas divulgadas pelas companhias. A segunda é que o desenho institucional e as questões probatórias são temas que importam na efetividade de litígios climáticos. Por fim, a terceira lição relaciona-se com a indicação dos limites da regulação de mercado de capitais sobre a divulgação de informações, como mecanismo para questionar a atuação de empresas em medidas tomadas em face das mudanças climáticas