Este artigo é uma construção teórica sobre as contribuições do conceito de subjetividade, com aporte na psicologia histórico-cultural de Vigotski, para analisar a prática do psicólogo nas instituições escolares. Em diferentes décadas, estudos revelam práticas que, embasadas em campos conservadores do saber psicológico e ancoradas em pressupostos epistemológicos reveladores do sujeito a-histórico, produzem exclusão social. Neste texto, defendemos que a ressignificação epistemológica da obra de Vigotski permite que a psicologia histórico-cultural seja aporte para a prática do psicólogo na instituição escolar, desde que circunscrita pelo objeto fundante e pelo método da sua obra - subjetividade reconhecida e dialética histórica.