A topologia dos nós, inaugurada pelo nó da família dos Borromeus – o nó borromeano – é concernente ao último ensino lacaniano, a partir do que Jacques Lacan elaborou inspirado na vida e obra do escritor irlandês James Joyce, para o conceito de sinthoma. Esse novo conceito extraído da lógica nodal possibilita uma leitura ainda mais singular, independente da estrutura clínica. Especialmente nos termos da psicose, o uso dos nós possibilita um olhar para as variações que se apresentam nessa clínica, assim como, permite lançar mão de intervenções orientadas pelo encadeamento dos nós que se apresenta nos registros do Real, Simbólico e Imaginário. A intervenção do psicanalista em determinadas situações de desencadeamento psicótico, ou diante de sua proximidade, pode ser considerada como uma espécie de nó-remendo, distinto do sinthoma. Esse nó-remendo é provisório, permite uma estabilização, para que então o trabalho clínico e a aposta no sinthoma possam seguir