DANTE DE LAYTANO: UM FOLCLORISTA NO CAMPO DOS MUSEUS OU UM PROFISSIONAL DE MUSEUS NO CAMPO DO FOLCLORE?

Abstract

O texto analisa a relação entre o campo dos museus e o campo do folclore a partir da perspectiva do agente Dante de Laytano, diretor do Museu Julio de Castilhos (MJC) e Secretário-Geral da Comissão Estadual do Folclore do Rio Grande do Sul (CEF), na década de 1950. A pesquisa foi realizada em fontes documentais institucionais e bibliográficas, perante uma abordagem qualitativa, tendo por aporte teórico os conceitos de campo, agente, folclore e identidade nacional para compreender como Laytano transitou entre os campos e fez do Museu um espaço que legitimaria as ações do Movimento Folclorista Brasileiro. Como resultado, identifica que este processo se desenvolveu a partir de diversos embates, fazendo do Museu Julio de Castilhos campo de batalha pela memória oficial do estado do Rio Grande do Sul, gerando consequentemente diversos desdobramentos, como grandes eventos nacionais, pesquisas e publicações sobre o tema do folclore. Conclui-se que a atuação do Movimento Folclorista Brasileiro no Rio Grande do Sul a partir de Laytano fez com que o Museu Julio de Castilhos fosse peça central nos debates sobre o tema, considerando que a imagem do Museu e de seu diretor estavam completamente atreladas.   &nbsp

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