Efeitos do silicone: análise dos impactos na saúde e na qualidade de vida

Abstract

Silicone breast implants, created in the 1960s, have evolved in safety and quality, and are widely used for aesthetic and restorative purposes. Initially used to restore traumas, such as those from the First World War, they have come to be associated with femininity and self-esteem, influenced by factors such as age, genetics, pregnancy and aesthetic standards. Despite the psychological benefits, recent studies point to risks and complications, such as capsular contracture, ruptures and ASIA Syndrome, which links silicone to autoimmune and inflammatory conditions. Explants have shown improvement in symptoms and quality of life for patients facing problems with implants. This study reviewed 20 recent articles to evaluate the impacts of implants on health and well-being, evidencing physical, psychological and immunological effects, in addition to highlighting the importance of safe surgical techniques and early diagnosis, such as magnetic resonance imaging. Some studies associate silicone with autoimmune diseases, while others point to the need for national registries to monitor and regulate the use of prostheses. Even with technological advances, complications persist and the increasing rate of explants reflects a change in perception about prolonged use. It is concluded that, despite the aesthetic and psychological benefits, it is essential to inform patients about the risks and ensure continuous monitoring, in addition to investing in research, technology and more rigorous protocols to increase safety and reduce complications.Os implantes mamários de silicone, criados na década de 1960, evoluíram em segurança e qualidade, sendo amplamente utilizados para fins estéticos e reparadores. Inicialmente usados para restaurar traumas, como os da Primeira Guerra Mundial, passaram a ser associados à feminilidade e autoestima, influenciados por fatores como idade, genética, gravidez e padrões estéticos. Apesar dos benefícios psicológicos, estudos recentes apontam riscos e complicações, como contratura capsular, rupturas e a Síndrome ASIA, que relaciona silicone a condições autoimunes e inflamatórias. Explantes têm demonstrado melhora nos sintomas e na qualidade de vida de pacientes que enfrentam problemas com os implantes. Este estudo revisou 20 artigos recentes para avaliar os impactos dos implantes na saúde e bem-estar, evidenciando efeitos físicos, psicológicos e imunológicos, além de destacar a importância de técnicas cirúrgicas seguras e diagnósticos precoces, como a ressonância magnética. Alguns estudos associam silicone a doenças autoimunes, enquanto outros apontam para a necessidade de registros nacionais para monitorar e regulamentar o uso de próteses. Mesmo com avanços tecnológicos, complicações persistem e a crescente taxa de explantes reflete uma mudança de percepção sobre o uso prolongado. Conclui-se que, apesar dos benefícios estéticos e psicológicos, é fundamental informar as pacientes sobre os riscos e garantir acompanhamento contínuo, além de investir em pesquisa, tecnologia e protocolos mais rigorosos para aumentar a segurança e reduzir complicações

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