Human and animal sporotrichosis has been observed in Corumbá and Ladário, Mato Grossodo Sul (MS), Brazil, since 2011. The unique characteristics of border areas and the human-environmentanimalinterface necessitate the development of health policies and programs that incorporate OneHealth concepts, fostering advances in health research and management. This article examines theepidemiological aspects of feline sporotrichosis with the aim of supporting decisions pertinent to itsprevention, control, and public health management. Data were collected from veterinary recordsbetween 2011 and 2018, encompassing 315 cases (five dogs and 310 cats). Mapping of compatibleor confirmed cases of animal sporotrichosis was conducted using QGis, though data loss posed asignificant limitation. Descriptive statistics assessed the frequency of variables, geo-statistical analysismethods, and disease occurrence rates. This study represents the first investigation of sporotrichosisin the state. The occurrence rate in felines varied from 0.04% to 3.50% between 2015 and 2018. Thetypical profile of infected cats was young adults that were not neutered. The euthanasia rate was 76.50%,while the cure rate for treated animals stood at 64.90%. A higher number of cases was associatedwith more populous neighborhoods, indicating these as higher-risk areas. The findings were crucialin engaging public authorities and the community to address sporotrichosis. However, improvementsare needed in areas such as case notification, laboratory diagnosis, treatment monitoring, healtheducation, responsible pet ownership, and population control of felines.A esporotricose humana e animal têm sido observadas em Corumbá e Ladário, Mato Grosso do Sul (MS), desde 2011. Em razão das especificidades das áreas fronteiriças e da interface humano-ambiente-animais o desenvolvimento de políticas e programas de saúde, considerando conceitos de “uma só saúde”, é um caminho para a pesquisa e a gestão da saúde. O artigo discute sobre aspectos epidemiológicos da esporotricose felina com o objetivo de dar suporte às decisões pertinentes a sua prevenção, controle e gestão da saúde pública. Coletou-se informações em prontuários veterinários, entre 2011 e 2018, totalizando 315 casos (5 cães e 310 gatos). Realizou-se o mapeamento dos casos compatíveis ou confirmados de esporotricose animal, utilizando o QGis, entretanto a perda de dados foi um aspecto limitante. Foram realizadas estatística descritiva para frequência das variáveis, métodos de análise geo- estatística e taxas de ocorrência da doença. Este é o primeiro estudo sobre esporotricose no estado, a taxa de ocorrência, em felinos, variou de 0,04% a 3,50% entre os anos de 2015 e 2018. O perfil dos gatos infectados foi: adultos jovens, machos não-castrados. Taxa de eutanásia foi 76,50%, a taxa de cura em animais tratados foi 64,90%. O maior número de casos relacionou-se a bairros mais populosos, indicando que essas seriam áreas sob maior risco. Os resultados foram fundamentais para mobilizar o poder público e a sociedade em atenção à esporotricose, mas é preciso melhorar aspectos relacionados a notificação de casos, diagnóstico laboratorial, a acompanhamento do tratamento, educação sanitária, guarda responsável e controle populacional de felinos