Construções freudianas acerca do sadismo e do masoquismo: uma ruptura com a tradição médica

Abstract

As práticas perversas sempre foram consideradas pela sociedade como desviantes e até criminosas. Muitos autores criaram obras relevantes a respeito, como Krafft-Ebing, que define os perversos como “filhos ilegítimos da natureza”, doentes que necessitavam de tratamento. No entanto, Sigmund Freud vem romper com a tradição médica e lançar um novo olhar sobre este fenômeno. Neste sentido, o presente artigo de revisão bibliográfica veicula o proposto tema – perversão sádica e masoquista no entendimento freudiano – no intuito de mostrar as contribuições da psicanálise e como Freud foi modificando no decorrer da prática sua teoria. Ao discorrer sobre o tema, identificamos três momentos significativos na construção da teoria das pulsões, relativo à perversão. Assim, pode-se mostrar que aquilo que os homens horrorizam nos perversos, na verdade, faz parte de cada um, em maior ou menor grau. A fim de ilustrar sadismo e masoquismo, foram utilizados excertos das obras de Sade e Sacher-Masoch

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