O campo privilegiado de discussão deste artigo é a articulação entre os temas feminilidade e a maternidade a partir da clínica psicanalítica com crianças. Para Freud a maternidade é tomada como destino que daria acesso a mulher à feminilidade. Em Lacan a mãe está situada ao lado do falo, sendo a experiência da maternidade o resultado da experiência de castração e da mulher não-toda fálica. Lacan insiste na diferenciação entre a mãe e a mulher. Para o autor a questão essencial para a psicanálise com crianças era a sexualidade feminina, não é sem efeito para o sujeito que a sua mãe seja também uma mulher. A questão que deu origem ao trabalho nasceu da clínica psicanalítica com crianças. A escolha do caso clínico está atrelada ao fato de que ele retrata os impasses vivenciados por uma mulher frente à experiência da maternidade. Discutir-se-á se tornar-se mãe é uma solução para a posição feminina. O caso clínico busca, ainda, ilustrar o momento que em a análise da criança permitirá a disjunção entre a mãe e a mulher