No dia a dia das Unidades de Terapia Intensiva encontramos com frequência pacientes fora de possibilidades terapêuticas de cura, portanto, as questões éticas rondam os profissionais da saúde que atuam nestas unidades, onde muitas vezes são dispensadas inúmeras intervenções fúteis. Apesar de não ser um assunto novo, existem poucas publicações sobre o assunto, principalmente no que tange os cuidados de enfermagem. Objetivo: este artigo tem como objetivo refletir sobre a adequada aplicação dos cuidados paliativos aos pacientes em terminalidade dentro da unidade de terapia intensiva, bem como ressaltar as questões éticas que rondam os profissionais de enfermagem. Materiais e métodos: Esta é uma reflexão teórica que parte da revisão bibliográfica sobre os temas “enfermagem”, “unidade de terapia intensiva”, “terminalidade” e “cuidados paliativos”. Discussão: Pode-se inferir que o conhecimento das questões bioéticas e a utilização das medidas paliativas de boa qualidade na Unidade de Terapia Intensiva é imprescindível para o ideal controle dos sinais e sintomas dos pacientes, além de proporcionar melhor segurança e qualidade na assistência aos profissionais envolvidos. Considerações finais: A não implementação de cuidados paliativos de qualidade aos pacientes o mais precoce possível nas unidades de terapia intensiva abre uma lacuna na assistência dos pacientes em processo de terminalidade. Portanto, é imprescindível que os profissionais de saúde estejam capacitados para os cuidados de fim da vida, levando aos familiares conforto e segurança, além da dignidade aos pacientes no adeus à vida.