Agentes tópicos de clareamento da pele: complicações do uso em ambientes não médicos

Abstract

Introduction: Skin lightening agents are essential tools in the treatment of hyperpigmentation disorders such as melasma and post-inflammatory hyperpigmentation. However, some skin lightening practices and ingredients can result in several short-term and long-term complications. Examples include irritant contact dermatitis, exogenous ochronosis, mercury toxicity, skin atrophy, and adrenal insufficiency. The availability of skin lightening formulations that are unregulated, that contain ingredients that are illegal to sell without a prescription, or that contain ingredients not intended for dermal use contributes to the development of complications. Adverse events may also result from prolonged or excessive use of formulations approved for skin lightening. Objectives: Discuss the complications of using topical skin lightening agents in the non-medical setting. Methodology: Integrative literature review based on scientific databases from Scielo, PubMed and VHL, from January to April 2024, with the descriptors “Topical Agents”, “Whitening”, “Complications” AND “Non-Medical Use.” Articles from 2019-2024 (total 47) were included, excluding other criteria and choosing 5 full articles. Results and Discussion: Skin lightening agents associated with complications most commonly contain hydroquinone, mercury, corticosteroids, and caustic agents. The use of skin lightening agents may be associated with multiple cutaneous side effects, such as irritant contact dermatitis, exogenous ochronosis, skin atrophy, and skin depigmentation. Serious systemic side effects such as mercury toxicity, Cushing's disease, and adrenal crisis may also occur. Early recognition of signs of misuse of skin lightening agents is essential to avoid long-term or permanent local and/or systemic complications. Patients are often unaware that they are using products containing high-potency corticosteroids and other potentially harmful ingredients. Asking and counseling patients about the use of skin lightening agents should be done sensitively. A variety of factors contribute to the use of skin lightening agents, and taking a non-judgmental approach is valuable when communicating with patients. Management of skin lightening agent misuse consists of patient education, immediate discontinuation of the skin lightening agent, and interventions to improve specific complications. Additionally, patients with a history of excessive use of skin lightening agents should be evaluated for mercury toxicity. Conclusion: The objective of the intervention is to minimize the risk of adverse effects associated with prolonged use of skin lightening agents. Key interventions include patient counseling to encourage cessation of misuse and management of complications.Introdução: Agentes de clareamento da pele são ferramentas essenciais no tratamento de distúrbios de hiperpigmentação, como melasma e hiperpigmentação pós-inflamatória. No entanto, algumas práticas e ingredientes de clareamento da pele podem resultar em várias complicações de curto e longo prazo. Exemplos incluem dermatite de contato irritante, ocronose exógena, toxicidade de mercúrio, atrofia cutânea e insuficiência adrenal. A disponibilidade de formulações de clareamento da pele que não são regulamentadas, que contêm ingredientes que são ilegais para vender sem receita médica ou que contêm ingredientes não destinados ao uso cutâneo contribui para o desenvolvimento de complicações. Eventos adversos também podem resultar do uso prolongado ou excessivo de formulações aprovadas para clarear a pele. Objetivos: discutir as complicações do uso de agentes tópicos de clareamento da pele no ambiente não médico. Metodologia: Revisão de literatura integrativa a partir de bases científicas de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, no período de janeiro a abril de 2024, com os descritores “Topical Agents”, “Whitening” “Complications” AND “Non-Medical Use”. Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 47), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: Os agentes de clareamento da pele associados a complicações mais comumente contêm hidroquinona, mercúrio, corticosteroides e agentes cáusticos. O uso de agentes de clareamento da pele pode estar associado a múltiplos efeitos colaterais cutâneos, como dermatite de contato irritante, ocronose exógena, atrofia cutânea e despigmentação da pele. Efeitos colaterais sistêmicos graves, como toxicidade por mercúrio, doença de Cushing e crise adrenal, também podem ocorrer. O reconhecimento precoce dos sinais de uso indevido de agentes de clareamento da pele é essencial para evitar complicações locais e/ou sistêmicas a longo prazo ou permanentes. Os pacientes muitas vezes não estão cientes de que estão usando produtos contendo corticosteroides de alta potência e outros ingredientes potencialmente prejudiciais.  Perguntar e aconselhar pacientes sobre o uso de agentes de clareamento da pele deve ser realizado com sensibilidade. Uma variedade de fatores contribui para o uso de agentes de clareamento da pele, e adotar uma abordagem sem julgamento é valioso para se comunicar com os pacientes. O gerenciamento do uso indevido do agente de clareamento da pele consiste na educação do paciente, descontinuação imediata do agente de clareamento da pele e intervenções para melhorar complicações específicas. Além disso, pacientes com histórico de uso excessivo de agentes de clareamento da pele devem ser avaliados quanto à toxicidade do mercúrio. Conclusão: O objetivo da intervenção é minimizar o risco de efeitos adversos associados ao uso prolongado de agentes de clareamento da pele. As principais intervenções incluem aconselhamento ao paciente para incentivar a cessação do uso indevido e o gerenciamento de complicações

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