Epilepsy is a chronic neurological disorder of genetic or acquired origin, characterized by recurrent epileptic seizures resulting from disorganized electrical discharges in the brain. This condition impacts the neuropsychological health and quality of life of patients, with potential cognitive, social and emotional consequences. This article is a review of the current literature on the role of cannabidiol (CBD) in the treatment of epilepsy, focusing on patients refractory to conventional treatments. Scientific evidence was found indicating that treatment with CBD is effective and beneficial for controlling seizures - both in frequency and intensity, presenting a neuroprotective effect by interfering with neuronal excitation and modulating specific receptors. CBD has a superior safety profile to conventional medications, with a lower incidence of side effects and toxicity. However, additional studies are needed to confirm its efficacy and better understand the mechanisms of action in the long term. This study reinforces the need for an individualized and regulated approach to the use of CBD in the clinical context, considering the particularities of each patient.A epilepsia é uma patologia neurológica crônica de causa genética ou adquirida, caracterizada por crises epilépticas decorrentes de descargas elétricas desorganizadas no cérebro. Esta condição impacta na saúde neuropsicológica e na qualidade de vida dos pacientes, com potenciais consequências cognitivas, sociais e emocionais. Este artigo é uma revisão da literatura atual sobre a atuação do canabidiol (CBD) no tratamento da epilepsia com enfoque nos pacientes refratários aos tratamentos convencionais. Foram encontradas evidências científicas que indicam que o tratamento com CBD tem eficácia e benefício para o controle das crises, tanto na frequência quanto na intensidade, apresentando efeito neuroprotetor ao interferir na excitação neuronal e modular receptores específicos. O CBD possui um perfil de segurança superior aos medicamentos convencionais, com menor incidência de efeitos colaterais e toxicidade. Contudo, são necessários estudos adicionais para confirmar sua eficácia e compreender melhor os mecanismos de ação a longo prazo. Este estudo reforça a necessidade de uma abordagem individualizada e regulada para o uso de CBD no contexto clínico, considerando as particularidades de cada paciente.