Este estudo objetivou estimar a prevalência do uso do cigarro eletrônico e a associação com fatores preditores. Trata-se de um estudo transversal, analítico, com amostra probabilística de universitários matriculados em um Centro Universitário de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil no segundo semestre de 2022. A variável dependente referiu-se ao uso do cigarro eletrônico. As variáveis independentes referiram a fatores sociodemográficas, laborais e comportamentais. A associação entre as variáveis investigadas e a prevalência do uso do CE foi verificada pela análise bivariada e a regressão de Poisson. Foram entrevistados 730 universitários, com a média de idade de anos 22,56 (±6,25). Destes, 21,8 % faziam o uso cigarro eletrônico e após a análise multivariada manteve-se associado ao desfecho não ter companheiro (RP= 3,31; IC95% 1,04-10,48), morar com amigos/sozinho (RP=1,53; IC95% 1,07-2,18), ter histórico de usuários de cigarro eletrônico na residência (RP= 1,76; IC95%: 1,17- 1,89), consumir bebida alcoólica (RP= 3,07; IC95%: 1,72-5,49) e não praticar atividade física (RP= 3,37; IC95% 2,35-4,83). Conhecer sobre o cigarro eletrônico foi fator protetor (RP= 0,31 IC95% 0,20-0,46). Registrou-se elevada prevalência do uso do cigarro eletrônico, e manteve associados a fatores sociodemográficos e comportamentais. Esses achados chamam a atenção para a necessidade de novas medidas regulatórias, a fim de reduzir o uso desse dispositivo