Escravidão digital: trabalho uberizado e a(s) violência(s) trabalhista(s) sofrida(s) pelos trabalhadores algorítmicos

Abstract

This article aims to analyze algorithmic work and its relationship with labor violence. The research carried out here starts from the problem: to what extent does the uberization of work, through applications and algorithms, promote labor violence against algorithmic workers? From this, we sought to conceptualize the algorithmic work; examine labor violence in the legal aspect; understand how labor violence occurs in algorithmic relationships; and to identify perspectives for overcoming the problem of labor violence in algorithmic labor relations. The research presented here consists of an integrative review in which the literature, the doctrine and the Brazilian and international legal system were qualitatively analyzed, using a deductive method. The research concluded that algorithmic work is related to labor violence insofar as it prevents access to constitutionally established labor rights, reduces the algorithmic worker to a condition analogous to slavery and deliberately promotes psychological violence. The research proposes, as a method of solving the problem, the articulation of sectors of organized society so that a regulatory framework for algorithmic work and worker protection in the face of automation is enacted.Este artículo tiene como objetivo analizar el trabajo algorítmico y su relación con la violencia laboral. La investigación aquí realizada parte del problema: ¿en qué medida la uberización del trabajo, a través de aplicaciones y algoritmos, promueve la violencia laboral contra los trabajadores algorítmicos? A partir de ello, buscamos conceptualizar el trabajo algorítmico; examinar la violencia laboral en el aspecto legal; comprender cómo se produce la violencia laboral en las relaciones algorítmicas; e identificar perspectivas para la superación del problema de la violencia laboral en las relaciones laborales algorítmicas. La investigación que aquí se presenta consiste en una revisión integradora en la que se analizó cualitativamente la literatura, la doctrina y el sistema jurídico brasileño e internacional, utilizando un método deductivo. La investigación concluyó que el trabajo algorítmico está relacionado con la violencia laboral en la medida en que impide el acceso a los derechos laborales constitucionalmente establecidos, reduce al trabajador algorítmico a una condición análoga a la esclavitud y promueve deliberadamente la violencia psicológica. La investigación propone, como método de solución del problema, la articulación de sectores de la sociedad organizada para que se promulgue un marco normativo para el trabajo algorítmico y la protección del trabajador frente a la automatización.Este artigo tem como objetivo analisar o trabalho algorítmico e sua relação com a violência trabalhista. A pesquisa aqui realizada parte do problema: em que medida a uberização do trabalho, através de aplicativos e algoritmos, promove a violência laboral contra os trabalhadores algorítmicos? A partir disso, buscou-se conceituar o trabalho algorítmico; examinar a violência trabalhista no aspecto jurídico; compreender de que formas ocorre a violência trabalhista nas relações algorítmicas; e identificar perspectivas de superação do problema da violência trabalhista nas relações de trabalho algorítmicas. A pesquisa aqui exposta consiste em uma revisão integrativa em que se analisou qualitativamente, e por meio de método dedutivo, a literatura, a doutrina e ao ordenamento jurídico brasileiro e internacional. A pesquisa concluiu que o trabalho algorítmico está relacionado com as violências trabalhistas na medida em que obsta o acesso a direitos trabalhistas constitucionalmente erigidos, reduz o trabalhador algorítmico à condição análoga a de escravo e promove deliberadamente a violência psicológica. A pesquisa propõe como método de solução do problema, a articulação dos setores da sociedade organizada para que seja promulgado um marco regulatório do trabalho algorítmico e da proteção do trabalhador em face da automação

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