PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ODONTOLÓGICAS
Abstract
Introduction: Molar Incisor Hypomineralization (MIH) is a qualitative defect of dental
enamel, which makes it fragile and porous, and can interfere with orthodontic practice.
Thus, it is necessary for the orthodontist to know this enamel change. Aim: To assess
the level of knowledge and clinical practices of orthodontists in relation to MIH.
Methodology: We performed a cross-sectional observational study among brazilian
orthodontists to evaluate their practices and previous knowledge regarding MIH. We
developed a questionnaire including questions about MIH diagnosis, clinical
experience and orthodontic approaches regarding MIH. The questionnaire was
validated by pediatric dentists (using the Delphi method) and sent to orthodontists
acting in all brazilian regions. Orthodontists who did not reside in Brazil and those who
were temporarily unable to practice the speciality were excluded from this study. At
total, responses from 351 orthodontists were considered. Results: Although 80.1%
orthodontists claimed to know the HMI, 44.2% said they did not feel confident in
carrying out their diagnosis. There was no significant association between the level of
knowledge of these professionals and the sociodemographic variables (p>0.05), with
the exception of the gender variable, where females showed superior knowledge
regarding MIH, when compared to males (p<0,05). The HMI has been noticed by
74.4% of the participants in their clinical routine, and 80.3% stated that these changes
directly affect their orthodontic practices. Conclusion: Although orthodontists know
the MIH, they do not fully master its characteristics and peculiarities. There are no ideal
protocols in the literature for the conduct of bonding, cementing and debonding of
orthodontic accessories in teeth with MIH, which highlights the need for further studies in this regard.Introdução: A Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) é um defeito qualitativo do
esmalte dentário, que o torna frágil e poroso, podendo levar a interferências na prática
ortodôntica. Assim, torna-se necessário que o ortodontista conheça essa alteração.
Objetivo: Avaliar o nível de conhecimento e as condutas clínicas dos ortodontistas
em relação à HMI. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional transversal,
entre ortodontistas brasileiros para avaliar suas práticas e seus conhecimentos
prévios sobre a HMI. Para isso, foi desenvolvido um questionário que contemplava
perguntas sobre o diagnóstico da HMI, experiência clínica e condutas ortodônticas
frente à essa condição. O questionário foi validado por odontopediatras através do
método Delphi, e enviado para ortodontistas de todas as regiões do Brasil. Foram
excluídos desse estudo ortodontistas que residiam fora do país, e aqueles que
estavam impedidos de exercer a especialidade temporariamente. No total, foram
consideradas 351 respostas. Resultados: Apesar de 80,1% dos ortodontistas
afirmarem conhecer a HMI, 44,2% assumiram não sentir segurança na realização de
seu diagnóstico. Não houve associação significativa entre o nível de conhecimento
desses profissionais e as variáveis sociodemográficas (p>0,05), com exceção da
variável sexo, onde o feminino apresentou um conhecimento superior em relação a
HMI, quando comparado ao masculino (p<0,05). A HMI tem sido notada por 74,4%
dos participantes em seu dia-a-dia clínico, e 80,3% afirmaram que estas alterações
afetam diretamente suas práticas ortodônticas. Conclusão: Apesar dos ortodontistas
conhecerem a HMI, eles não possuem domínio total das suas características e
peculiaridades. Não há na literatura protocolos ideais para a conduta de colagem,
cimentação e descolagem de acessórios ortodônticos em dentes com HMI, o que
evidencia a necessidade de mais estudos nesse sentido