Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda.
Abstract
Um ciclo capilar fisiológico depende diretamente da ação de uma estrutura complexa, o folículo piloso, responsável pela produção e crescimento dos fios. A mesma estrutura é a que se encontra afetada na alopecia frontal fibrosante (AFF), sendo que sua destruição cessa permanentemente o ciclo biológico capilar, o que resulta na perda irreversível dos fios. A AFF é uma alopecia cicatricial primária com evolução lenta e progressiva, provocando a recessão irreversível da linha capilar frontotemporal e frequentemente causa a perda das sobrancelhas. Afeta mais a população feminina em fase pós-menopausa na faixa etária de 60 anos. A fisiopatologia da AFF continua pouco elucidada, contudo, acredita-se que seja desencadeada por fatores imunes, inflamatórios, genéticos, hormonais e ambientais. Há estudos que reforçam o componente genético possivelmente tratando-se de uma herança autossômica dominante com dominância incompleta. O seu tratamento pode ser local, sistêmico ou até cirúrgico. Todavia, não há um tratamento padrão-ouro no qual surte melhora dos sintomas ou estabilização do quadro de forma global nos pacientes, existem diversas controvérsias sobre qual via seguir e indicar. A AFF é uma condição irreversível que afeta a autoestima dos pacientes acometidos pela doença, por isso, o diagnóstico precoce é extremamente importante para a eficácia do tratamento, a fim de evitar a evolução da patologia e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas pela mesma. Dessa forma, o propósito deste artigo é elucidar os aspectos gerais, fisiopatológicos, diagnósticos e terapêuticos da AFF