Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda.
Abstract
O uso de cigarros eletrônicos têm se expandido rapidamente, especialmente entre jovens e adolescentes, trazendo à tona preocupações significativas sobre a saúde pública. Embora frequentemente promovidos como alternativas menos prejudiciais ao tabagismo tradicional, os cigarros eletrônicos têm mostrado uma gama de efeitos adversos, que vão além das preocupações respiratórias. A epidemiologia do uso desses dispositivos revela um aumento notável, e a apresentação clínica frequentemente inclui sintomas respiratórios como tosse persistente e falta de ar, bem como manifestações dermatológicas e sistêmicas. A fisiopatologia envolve a exposição a compostos químicos nocivos, que desencadeiam processos inflamatórios e oxidativos nos pulmões. Componentes como acetato de vitamina E e formaldeído são conhecidos por causar estresse oxidativo e inflamação, levando a condições como a Lesão Pulmonar Associada ao Vaping (EVALI), caracterizada por inflamação aguda e possível comprometimento respiratório grave. O diagnóstico dos efeitos adversos requer uma abordagem multifacetada, que inclui avaliações clínicas, exames de imagem e testes de função pulmonar. Exames de fluidos brônquicos e biópsias pulmonares podem ser necessários para confirmar a presença de inflamação e lesões específicas. O tratamento frequentemente envolve a interrupção do uso de e-cigarros, suporte respiratório e, em alguns casos, terapia com corticosteróides para controlar a inflamação. A interrupção do uso pode levar a melhorias significativas na saúde respiratória, embora a exposição prolongada possa resultar em danos duradouros e complicações crônicas. Os impactos a longo prazo do uso de cigarros eletrônicos incluem um risco aumentado de doenças respiratórias e cardiovasculares. A monitoração contínua e a educação sobre os riscos são essenciais para reduzir os impactos negativos sobre a saúde