Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda.
Abstract
Introdução: O crescente uso recreativo da cannabis, popularmente conhecida como maconha, impulsionado pela sua legalização em diversas regiões, tem gerado preocupação quanto aos seus impactos na saúde. A Cannabis sativa, variedade mais conhecida da cannabis, contém compostos notáveis como o tetrahidrocanabinol (THC) e o (canabidiol) CBD, que afetam o organismo de maneiras distintas e podem estar relacionados a diversas complicações respiratórias. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, abrangendo estudos publicados entre 2012 e 2022, nas bases de dados PubMed e LILACS. Após uma triagem inicial, 46 estudos foram identificados, dos quais 9 foram excluídos por não atenderem aos critérios de idioma ou por duplicação. Outros 10 estudos foram descartados por não estarem alinhados aos objetivos da revisão. Ao final, 27 artigos foram selecionados e analisados, fornecendo uma base sólida para a análise das evidências. Resultados: A presente revisão revelou uma forte correlação entre o uso prolongado de cannabis e um aumento significativo no risco de doenças pulmonares. Vários estudos evidenciaram que fumar cannabis a longo prazo está associado a sintomas como aumento da produção de escarro, tosse crônica e risco elevado do desenvolvimento de câncer de pulmão. Além disso, o uso de vaping com produtos à base de cannabis foi associado a sintomas respiratórios agudos, como falta de ar e sibilos. Conclusão: O uso crônico de cannabis, sobretudo nas formas concentradas ou combinadas ao tabaco, apresenta potenciais riscos à função pulmonar. Dessa forma, estes achados sublinham a necessidade de políticas públicas eficazes para mitigar esses impactos adversos