Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda.
Abstract
O Canabidiol (CBD), um composto não psicoativo derivado da planta Cannabis sativa, tem emergido como uma terapia promissora para doenças neurodegenerativas, como a Doença de Alzheimer (DA), Doença de Parkinson (DP) e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), devido às suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e neuroprotetoras. Esta metanálise investigou a eficácia e segurança do CBD no tratamento dessas doenças, analisando 15 estudos clínicos e pré-clínicos, totalizando 1.280 participantes. Os resultados indicam que o CBD proporciona melhora significativa em desfechos como cognição (DMP = 0,36; IC 95%: 0,12–0,60; p = 0,003) e redução da agitação em pacientes com Alzheimer, além de melhorias nos sintomas não motores da Doença de Parkinson, como ansiedade (DMP = -0,41; IC 95%: -0,65–-0,17; p < 0,001) e qualidade do sono (DMP = 0,35; IC 95%: 0,14–0,56; p = 0,001). Em pacientes com ELA, o CBD reduziu significativamente a espasticidade (DMP = -0,29; IC 95%: -0,50–-0,08; p = 0,006) e a dor neuropática (DMP = -0,34; IC 95%: -0,54–-0,14; p = 0,001). Em termos de segurança, o CBD foi bem tolerado, com efeitos adversos leves, como fadiga e diarreia, sendo os mais comuns. No entanto, os efeitos do CBD sobre a progressão das doenças neurodegenerativas, especialmente DA e ELA, ainda são inconclusivos. A metanálise conclui que o CBD pode ser uma terapia adjuvante eficaz em doenças neurodegenerativas, especialmente no manejo de sintomas não motores e comportamentais, porém, mais estudos de longo prazo e com amostras maiores são necessários para validar esses achados