Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda.
Abstract
Introdução: A oftalmopatia de Graves é a doença orbitária mais comum e acomete até metade dos pacientes portadores da Doença de Graves. Se trata de uma doença inflamatória autoimune caracterizada pela deposição de imunocomplexos antitireoglobulina nos músculos extraoculares e da órbita. Objetivo: o presente texto visa apresentar uma revisão sintetizada e abrangente do que há de atual na literatura científica sobre a oftalmopatia de Graves, a fim de contribuir não apenas para a ampliação do entendimento desta patologia, como também servir como uma ferramenta para guiar futuras pesquisas e práticas clínicas. Metodologia: os esforços implicados nesta pesquisa, voltaram-se para uma revisão integrativa da literatura. Discussão: A literatura atual tem sugerido que, das condições clínicas que levam à oftalmopatia, uma apresentação clínica rara, porém incapacitante e desfigurante, é o comprometimento ocular associado a alterações no funcionamento da tireoide. Além da oftalmopatia de graves, outras condições clínicas podem cursar com o aparecimento desta comorbidade, como é o caso do câncer de tireoide, em estados hipotireoidianos como a tireoidite de Hashimoto e no hipotireoidismo subclínico. Em um estudo de revisão sistemática, nos pacientes já diagnosticados com oftalmopatia associada à tireoide, encontrou-se prevalência de 86,2% com hipertireoidismo; prevalência de 10,36% com hipotireoidismo; e 7,9% com estados eutireoidianos, seguindo o mesmo padrão em outros estudos. Conclusão: Com base nos achados desta pesquisa a oftalmopatia de graves é uma doença frequentemente bilateral. Os sintomas mais comuns incluem dor orbital, lacrimejamento, fotofobia, sensação de corpo estranho, visão turva, diplopia e desconforto ao movimentar os olhos. Os fatores de risco para orbitopatia tireoidiana incluem disfunção tireoidiana, tabagismo e tratamento com iodo radioativo. O diagnóstico da doença oftalmológica de Graves é baseado na combinação de critérios clínicos e exames oftalmológicos e de imagem. Como tratamento desta doença, deve ser realizada uma abordagem multidisciplinar a fim de otimizar o manejo e preservar a função visual do paciente