Os benefícios da aplicação dos protocolos de recuperação acelerada ERAS e ACERTO nas abordagens cirúrgicas ginecológicas

Abstract

Introdução: As cirurgias levam os pacientes a terem uma resposta metabólica fisiológica exacerbada decorrente do trauma cirúrgico, o que eleva o risco de complicações. A fim de reduzir o estresse cirúrgico, complicações cirúrgicas e acelerar a recuperação pós-operatória, então, foram criados protocolos, baseados em evidências científicas, para serem aplicados durante o período perioperatório: o protocolo europeu Enhanced Recovery After Surgery (ERAS)  e o protocolo brasileiro Aceleração da Recuperação Total Pós-Operatória (ACERTO). Dentre essas medidas, estão: orientações pré-operatórias, tempo de jejum reduzido, não realização de preparo intestinal, uso restrito de cristaloides, controle de náuseas e vômitos, deambulação precoce, entre outros. Ambos os protocolos mostram excelentes resultados em cirurgias colorretais, cardíacas e oncológicas, porém seu uso em procedimentos cirúrgicos ginecológicos ainda é relativamente recente. Objetivo: Avaliar o uso dos protocolos ERAS e/ou ACERTO em cirurgias ginecológicas, avaliando os seus benefícios e a sua aplicabilidade nesses procedimentos. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura de artigos publicados entre 2018 e 2024 nas bases de dados SciELO e PubMed, em inglês e português, utilizando os descritores “Cuidados Pós-Operatórios”; “Recuperação acelerada após cirurgia”; “Procedimentos cirúrgicos em ginecologia”. Discussão: A implementação do protocolo ERAS na cirurgia ginecológica tem mostrado benefícios como redução do tempo de internação e complicações, e melhora na recuperação pós-operatória. Estudos destacam a eficácia do ERAS em diversas cirurgias, incluindo as minimamente invasivas, e recomendam sua adoção como prática padrão. O protocolo enfatiza cuidados como a administração de carboidratos pré-operatórios, controle rigoroso da temperatura e analgesia multimodal, além de estratégias para prevenir complicações tromboembólicas e íleo pós-operatório. O uso de técnicas de anestesia avançadas e o retorno precoce à mobilização são cruciais para uma recuperação rápida e segura. Conclusão: O protocolo ERAS, já utilizado em diversas especialidades cirúrgicas, é uma abordagem multidisciplinar baseada em evidências que melhora a recuperação pós operatória, aumenta a qualidade dos cuidados e deve ser adotado como prática padrão na cirurgia ginecológica eletiva

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