Trauma uretral: manejo precoce e tardio

Abstract

O trauma uretral corresponde a aproximadamente 4% dos traumas genitourinários e pode ser contuso, penetrante ou iatrogênico, resultante de acidentes automobilísticos, ferimentos por arma de fogo, sondagem vesical inadequada, entre outros eventos. Classifica-se as lesões conforme sua topografia, em lesões anteriores ou posteriores, esta última frequentemente causada por fraturas pélvicas. A apresentação clínica é variável e comumente inclui retenção urinária e sangramento uretral. O trauma uretral pode acarretar em sequelas a longo prazo, tais como estenose uretral, incontinência urinária e disfunção erétil, impactando significativamente na qualidade de vida. Exames de imagem, como a tomografia computadorizada e a uretrografia contrastada, podem ser úteis no diagnóstico. O manejo terapêutico é distinto conforme a localização e extensão da lesão, e pode consistir em cateterismo vesical até a abordagem cirúrgica primária. Em alguns casos, a abordagem precoce é preferível, enquanto outros beneficiam-se mais de intervenção tardia a depender da topografia onde ocorreu o trauma. A prevenção de complicações a longo prazo, entretanto, ainda carece de mais estudos que aprimorem protocolos eficazes em tratar as lesões com redução das sequelas tardias, oferecendo o melhor desfecho para o paciente

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