Estudo citogenético de tumores ovarianos e carcinomas mamários

Abstract

Orientador: Iglenir João CavalliDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências BiológicasResumo: Foram analisados citogeneticamente quatro carcinomas ovarianos, um teratoma maduro de ovário e cinco carcinomas mamários. As amostras dos tecidos tumorais foram coletadas no Hospital Nossa Senhora das Graças, Curitiba, Paraná, e foram processadas no Laboratório de Citogenética Humana do Departamento de Genética da Universidade Federal do Paraná, utilizando-se a técnica de desagregação enzimática pela colagenase, seguida de cultura celular a curto/médio prazo. As metáfases foram analisadas com coloração convencional para obtenção do número modal e com bandeamento GTG para a análise das aberrações cromossômicas. Nos quatro carcinomas ovarianos analisados, foram contados os cromossomos de 177 metáfases em coloração convencional. Três apresentaram número cromossômico modal igual ao hipodiplóide (35-45 cromossomos) e um apresentou número modal igual a 46 cromossomos. Setenta células foram analisadas pelo emprego do bandeamento GTG, das quais dez (14,29%) apresentaram um cariótipo normal e 60 (85,71%) mostraram alterações cromossômicas, sendo que destas, 45 (75%) revelaram alterações cromossômicas clonais. No total, foram observadas 225 aberrações, sendo que 115 (51,11%) delas formaram os 36 clones detectados. As alterações numéricas (102 = 88,69%) foram mais frequentes que as estruturais (13 = 11,30%) (X2 1 =68,88; P80 cromossomos). Nos cinco carcinomas, 209 células foram analisadas pelo emprego do bandeamento GTG, das quais 82 (39,23%) apresentaram um cariótipo normal e 127 (60,76%) apresentaram alterações cromossômicas, sendo que destas 111 (87,40%) apresentaram alterações cromossômicas clonais. As alterações numéricas foram mais frequentes que as estruturais (136 e 71, respectivamente) (x2i =20,42; P<0,001), e entre as numéricas, as monossomias foram mais frequentes que as trissomias (108 e 28, respectivamente) (X2 1 =47,06; P<0,001). No total, foram observadas 340 aberrações, sendo que 207 (60,88%) delas formaram os 45 clones detectados, envolvendo preferencialmente os cromossomos 14, 9, 6, 16, 18 e 21. Tanto para as alterações numéricas como para as estruturais identificadas neste trabalho, encontramos achados semelhantes na literatura, inclusive de mesmos pontos de quebra, reforçando a sugestão do envolvimento preferencial de determinados cromossomos nos processos de proliferação celular e transformação maligna em mama e ovário

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