Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação)Geohelmintos são nematódeos parasitos prevalentes em climas tropicais e subtropicais do mundo, onde causam infecções através da ingestão de ovos embrionados dos parasitos ou estádios larvares infecciosos. Um dos helmintos de maior prevalência no mundo é o Ascaris lumbricoides. Estima-se que cerca de 20 a 30% da população do continente americano esteja infectada por tal parasito. A ascaridíase é uma das doenças infecciosas intestinais mais prevalentes ao longo do tempo. O contato com o parasito induz uma resposta imune com a secreção de citocinas, com o perfil anti-inflamatório, e a resposta humoral caracterizada pela secreção de diversos anticorpos específicos, dentre eles a imunoglobulina G (IgG). As espondiloartrites (EAs) constituem um grupo de doenças inflamatórias crônicas que apresentam características clínicas e genéticas semelhantes, o que permitem que possam ser analisadas dentro de um mesmo grupo. Mesmo no estágio inicial da doença, a dor lombar inflamatória pode causar morbidade significativa no paciente. Drogas imunossupressoras são essencialmente prescritas no tratamento, visto que, há propriedades anti- inflamatórias. O objetivo deste trabalho é comparar as condições clínicas dos pacientes com espondiloartrites expostos e não expostos ao A. lumbricoides e analisar se a renda familiar é um fator que influencia no aumento de infecção parasitaria. Para isso, amostras de soros foram obtidas dos pacientes com espondiloartrites para detecção de anticorpos IgG anti-A.lumbricoides. Posteriormente, estes pacientes foram divididos em dois grupos, positivos e negativos para IgG ao parasito, a fim de avaliar- se a exposição antigênica poderia se constituir em um fator protetor para a condição clínica da doença autoimune. Os resultados a partir da análise dos soros IgG- e IgG+ em pacientes com espondiloartrites demonstraram não haver diferença significativa em relação ao grau de debilidade entre eles e a renda familiar dos pacientes não foi diferente entre grupos