Este artigo busca trazer à baila a problemática do real pensado enquanto impossível, non-sens. Consideraremos as elaborações desta questão sobretudo a partir do ensino de Lacan, em seus diferentes momentos. O que podemos destacar de todos estes momentos em torno do real é que este encontra-se no centro da experiência analítica e, mais do que isso, constitui aquilo que a psicanálise e a concepção de sujeito descentrado respondem enquanto algo que é da ordem do irrepresentável mas, ao mesmo tempo, constitutivo, uma vez que o real apresenta-se também como a própria morte ou finitude deste sujeito