Editora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Doi
Abstract
O presente trabalho busca traçar um breve panorama das chamadas ‘viradas distópicas’ propostas pelo crítico Gregory Claeys (2010), visando discutir os principais momentos da distopia enquanto tendência literária desde suas origens no século XIX até a contemporaneidade. Clayes propõe duas ‘viradas’ como momentos importantes do gênero distópico. O pesquisador brasileiro Eduardo Marks de Marques (2013), contudo, propõe uma ‘terceira virada distópica’, na qual, segundo o autor, é ler distopias contemporâneas como sintoma de angústias específicas em relação à tecnologia. O objetivo deste artigo é, portanto, não somente traçar um pequeno panorama da distopia enquanto gênero literário, mas também discutir a importância da terceira virada distópica proposta por Marks de Marques