Modinha and its paradigms: arcadian and romantic modinha and the re-popularization of Catulo da Paixão Cearense

Abstract

A Modinha nasceu de uma simbiose entre a Moda portuguesa séria de salão, com a Modinha brasileira, aparentada do Lundu desde sua origem. Seus primeiros espécimes estiveram a cargo de Caldas Barbosa, brasileiro, responsável pela sua difusão em Portugal. A duas vozes e acompanhada de viola, com caráter de Lundu, era composta em versos arcádicos, e referências a rituais de Baco. Com a vinda da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, e a consequente importação de montagens de óperas italianas para o Brasil, se tornaria, gradualmente, derivada da ária italiana. Ao abandonar as cordas dedilhadas, passaria o século XIX como canção acompanhada de piano, de salão, interpretado por cantoras como a soprano Candiani, em um processo de deculturação. A repopularização seria apenas no século XX, com seu retorno ao violão de Catulo da Paixão Cearense. Villa-Lobos, por fim, a transformaria em peça de concerto.Modinha-song was born from a symbiosis between serious Portuguese salon Moda, and Brazilian Modinha, related to Lundu since its origins. Its first specimens were in charge of Caldas Barbosa, Brazilian, responsible for its diffusion in Portugal. In two voices and accompanied by the viola, it was composed in Arcadian verses, and references to Bacchus rituals. With the arrival of the Portuguese royal family to Rio de Janeiro, in 1808, and the consequent importation of Italian opera montages to Brazil, it would gradually become derived from the Italian aria. By abandoning the plucked strings, the 19th century would pass as a song accompanied by piano, performed by singers such as the soprano Candiani, in a process of deculturation. The repopularization would only be in the 20th century, with his return to the guitar by Catulo da Paixão Cearense. Finally, Villa-Lobos would transform it into a concert piece

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