Análise comparativa das ténicas de diverticulopexia e de diverticulectomia no tratamento do divertículo de Zenker: Uma revisão de literatura / Comparative analysis of diverticulopexy and diverticulectomy techniques in the treatment of Zenker's diverticulum: A literature review

Abstract

Introdução: O divertículo de Zenker (DZ), o mais comum dentre os pseudodivertículos, se origina a partir de uma área de fragilidade localizada na faringe posterior, entre o músculo constritor inferior e o músculo cricofaríngeo¹,². O DZ acomete principalmente a população idosa e possui grande importância clínica devido ao seu potencial maligno e risco de infecção². O tratamento cirúrgico contempla duas abordagens principais: a diverticulectomia (ressecção do divertículo), e a diverticulopexia, que consiste na fixação cirúrgica da estrutura diverticular¹,². Objetivo: Comparar os resultados da diverticulectomia e diverticulopexia no tratamento do DZ. Métodos: Se realizou uma busca nos bancos de dados Scielo, PubMed e BMJ, usando os descritores “Divertículo de Zenker”, “Procedimentos cirúrgicos operatórios”, “Terapêutica” e “Divertículo”. Foram incluídos  artigos de ensaios clínicos publicados entre 1997 e 2020 , nos idiomas português, inglês, francês e espanhol, realizando uma revisão crítica da literatura comparando ambas as técnicas cirúrgicas citadas. Discussão: A indicação cirúrgica para o DZ é baseada na presença de disfagia, regurgitação, perda de peso, além da confirmação diagnóstica por métodos de imagem, sendo o mais comum a realização de esofagografia com bário³. Nossos resultados mostram que a partir da análise de ensaios clínicos que compararam as duas técnicas cirúrgicas como tratamento definitivo, se observa que ambas possuem baixa taxa de mortalidade, além de similar preservação funcional do esfíncter4,5. Dentre os estudos, um aponta a diverticulectomia como mais eficiente em aliviar a disfagia6. Esta última, apesar de ser mais invasiva, é recomendada em pacientes jovens com divertículos maiores, visto minimizar o risco de malignização7,8. Por outro lado, a diverticulopexia é indicada para pacientes idosos com lesões menores e possui como vantagem a reintrodução alimentar precoce e a redução do tempo de internação7,8. Há também, nesta última, menor risco de fístulas e outras complicações pós-operatórias³. Por fim, os estudos relatam a importância de realização, concomitante, da cricomiotomia para evitar a recidiva do quadro, independente da técnica cirúrgica empregada7. Considerações finais: Os estudos analisados se mostraram convergentes quanto a baixa morbidade e a preservação funcional esôfago-faríngea4,6,8. Como conclusão, a escolha da técnica deve ser baseada no estadiamento do quadro e na individualidade do paciente².

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